News - Briefing de Mercado

Possível acordo na Grécia anima mercado, mas cautela predomina
19/06/2012

19 de Junho de 2012 09h58
Ana Rita Cunha

A sinalizações dos partidos na Grécia da proximidade de um acordo para a formação
de um governo impulsiona a alta nos principais mercados internacionais. Para o sócio diretor da AZ
Investimentos, Ricardo Zeno, esse movimento de ganhos pode não se manter até o
final do dia. "As preocupações com a solvência das economias europeias
continua. O mercado ainda está avesso ao risco em relação à zona do euro",
avalia o especialista.
 
Há pouco, o Ibovespa futuro, com vencimento em agosto, apontava para uma
abertura em alta. O índice subia 0,43%, a 57.100. Zeno acredita que a bolsa
brasileira deve acompanhar o cenário externo. "A agenda do dia não tem muitos
indicadores importantes e os mercados devem acompanhar as declarações em
torno da construção de um governo de coalizão na Grécia e de uma possível
ajuda ao países europeus", aponta.
 
O líder do partido conservador grego Nova Democracia Antonis Samaras,
iniciou negociações com o líder do socialista Pasok, Evangelos Venizelos, que
ficou em terceiro lugar nas eleições, já que o partido de esquerda
contrário ao pacote de austeridade Syriza, segundo colocado, indicou que não
fará parte desta coalizão.
 
Para o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, a Grécia
provavelmente formará nesta semana um novo governo que apoie sua estadia na
eurozona. Durante discurso na reunião do G-20 (grupo que reúne economias mais
industrializadas e países emergentes), ele disse, no entanto que "isso não
será fácil".
 
Ontem, os líderes do G-20 pediram que a Europa tome todas as medidas
políticas necessárias para resolver a crise da dívida soberana e a bancária
na zona do euro, de olho na unificação dos reguladores financeiros do bloco. O
G-20 tamvém concordou em blindar a economia global da crise financeira
europeia ao elevar os recursos disponíveis pelo Fundo Monetário Internacional
(FMI) para US$ 456 bilhões, acima do esperado pela própria instituição.
 
Hoje, os juros projetados pelos títulos soberanos da Espanha com vencimento
em 10 anos tiveram desaceleração depois de ontem atingiram a máxima
histórica de 7,25%. Operavam porém, acima de 7%, mesmo nível em que estavam
as taxas dos papéis de Grécia, Portugal e Irlanda quando esses países tiveram
 de pedir ajuda financeira.
 
Ainda no cenário de notícias negativas, o índice calculado pelo instituto
de pesquisas Zentrum für Europaische Wirtschaftsforschung (Zew), que mede a
confiança na economia alemã entre os analistas financeiros e investidores
institucionais, caiu 27,7 pontos em junho - queda mais acentuada desde outubro
de 1998 -, para -16,9 pontos, ante os 10,8 pontos registrados em maio.
 
Além da reunião do G-20, os investidores internacionais também devem
acompanhar a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano),
que começa hoje, mas "não deve trazer grandes novidades e, portanto, deve
ter pouca influência no mercado", avalia Zeno.
 
Ainda nos Estados Unidos, as construções de imóveis nos Estados Unidos
caíram 4,8% em maio na comparação mensal, para 708 mil residências, de 744
mil unidades em abril, de acordo com dados anualizados e revisados divulgados
hoje pelo Departamento de Comércio do país. Na comparação com maio de 2011,
quando as construções somaram 551 mil unidades pela taxa anualizada, houve
alta de 28,5%.
 
No Brasil, os dois dados de inflação divulgados hoje apontaram queda nas
taxas de variação. A inflação medida pelo Indice Geral de Preços - Mercado
(IGP-M) recuou para 0,63%, no segundo decêndio do mês de junho, ante 1%
registrado no mesmo período de maio. O dado foi divulgado pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV) e se refere ao intervalo entre os dias 21 de maio e 10 de
junho.
 
A inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor do município de
São Paulo (IPC-SP) desacelerou para 0,25% na segunda quadrissemana de junho
ante a inflação de 0,48% registrada no mesmo período de maio. O indicador foi
 divulgado hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
 
 
Mercados Internacionais
       
Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam em alta nesta manhã.
O S&P 500, com vencimento em setembro, subia 0,30%, a 1.345,00 pontos, o Nasdaq
100, com vencimento também para setembro, avançava 0,28%, a 2.595,00 pontos,
e o Dow Jones, com vencimento para o mesmo mês operava com expansão de 0,18%,
a 12.710,00 pontos.
       
Na Europa, as principais bolsas operam em alta. Há pouco, o CAC-40, de
Paris, subia 0,45%, aos 3.080,05 pontos, e o DAX, de Frankfurt, tinha alta de
0,51%, aos 6.279,90 pontos. No mesmo caminho estava o FTSE 100, principal
índice da bolsa de Londres, subia 1,02%, aos 5.546,96 pontos.
   
Na Ásia, o Nikkei-225, principal índice da Bolsa de Tóquio, caiu 0,75%, a
8.655,87 pontos. Na China, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,06%, a 19.416,67
pontos, enquanto o Xangai Composto teve declínio de 0,66%, a 2.300,80 pontos.
Na Coreia do Sul, o KOSPI, de Seul, ficou estável em 1.891,77 pontos.
 
 
Petróleo
                       
Entre os contratos de petróleo, o WTI de agosto, negociado em Nova York,
operava com alta de 0,34%, a R$ 83,56 o barril, e em Londres, o Brent para o
mesmo mês, tinha queda de 0,09%, a US$ 95,96.
   
Câmbio
   
O dólar comercial operava em queda de 0,29%, a R$ 2,0510. O contrato
futuro, com vencimento em julho, desvalorizava 0,41%, a R$ 2.055,500.
 
Juros
           
Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram o pregão na
BM&FBovespa em rumos opostos. O contrato mais líquido era o com vencimento em
janeiro de 2014, operava com alta de 8,03% para 8,05% e volume de R$ 4,136
bilhões.

Fonte: Agência Leia

voltar

 
 
 
© 2009 AZ Investimentos - all rights reserved | desenvolvido por Client By