News - Briefing de Mercado

Dados fracos podem segurar alta de bolsas
02/07/2012

Ana Rita Cunha

Parte do mercado ainda reflete a melhora de humor com a situação da zona do euro

após os países do bloco decidiram na sexta-feira passada que o Mecanismo de Estabilidade

Europeu (ESM, na sigla em inglês) poderá emprestar dinheiro diretamente ao setor bancário.

Para o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, os investidores continuarão

atentos à Europa e os dados fracos da indústria devem afetar pouco o otimismo.

"A economias estão em recuperação e a atividade industrial fraca é

esperada pelos investidores, isso deve afetar pontualmente as bolsas", explica

o especialista. "O que pode mexer com o mercado é fato das negociações de

pacotes de ajuda na Europa não avançarem", argumenta.

 

O Ibovespa futuro aponta para abertura com queda. O indicador, há pouco,

recuava 0,44%, aos 54.455 pontos. Para Zeno, o indicador deve acompanhar o

mercado internacional e ter alta ao longo do dia. "As quedas foram muito fortes

nos últimos meses, agora veremos uma recuperação nos preços, mas não é

possível ainda saber a intensidade desse movimento", avalia.

 

Na Europa, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês)

sobre a atividade industrial dos países da zona do euro ficou estável em 45,1

pontos em junho, mesma leitura registrada em maio, de acordo com dados finais

divulgados pelo instituto de pesquisas Markit Economics. A estimativa preliminar

para o PMI de junho era de 44,8 pontos. Leituras acima de 50 sugerem expansão

da atividade, enquanto valores menores indicam contração.

 

Na Alemanha, o PMI sobre a atividade do setor industrial caiu para 45 pontos

em junho - a menor leitura em três anos -, após ter registrado 45,2 pontos em

maio. Na Reino Unido, o PMI subiu para 48,6 pontos em junho ante 45,9 pontos em

 maio.

 

Os Estados Unidos também divulgam hoje dados da atividade industrial. O

Instituto de Gerência e Oferta (ISM, na sigla em inglês) divulga, às 11h, seu

índice sobre a atividade industrial em junho. Em maio, o índice caiu para

53,5 pontos. Analistas esperam um declínio para 52,2 pontos. Mais cedo, às

10h, o Markit Economics divulga o PMI sobre a atividade industrial dos Estados

Unidos. Na leitura preliminar, o indicador caiu para 52,9 pontos.

 

Na China, o PMI sobre a atividade do setor industrial da China caiu para

48,2 pontos em junho, de 48,4 pontos em maio, segundo dados divulgados pelo HSBC

e pelo instituto de pesquisas Markit Economics. O PMI calculado pela

Associação de Logística e Compras da China (CFLP, na sigla em inglês),

órgão vinculado ao governo chinês caiu para 50,2 pontos em junho, de 50,4

pontos em maio.

 

No Brasil, a projeção do mercado para alta do Produto Interno Bruto (PIB)

no final deste ano caiu, pela oitava vez consecutiva, passando de 2,18%,

projeção da semana anterior, para 2,05% nesta semana. A expectativa foi

divulgada pelo Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central (BC) com agentes

de mercado. Para 2013, a estimativa de crescimento permaneceu em 4,20%. Para

Zeno, a continuidade da avaliação pessimista de crescimento nacional começar

a atingir o mercado financeiro podendo criar um descolamento entre o otimismo do

 cenário externo.

 

Mercados Internacionais

 

A maioria dos índices futuros das bolsas norte-americanas opera em alta

nesta manhã. O S&P 500, com vencimento em setembro, avançava 0,02% aos

1.356,80 pontos, e o Nasdaq 100, com vencimento também para setembro, tinha

queda de 0,06%, aos 2.608,00 pontos. E o Dow Jones, com vencimento para o mesmo

mês operava com avanço de 0,08%, aos 12.819 pontos.

 

Na Europa, as principais bolsas operam também em alta. Há pouco, o CAC-40,

de Paris, expandia 1,67%, aos 3.250,05 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subia

1,35%, aos 6.502,72 pontos. O FTSE 100, principal índice da bolsa de Londres,

tinha alta de 0,57%, aos 5.602,73 pontos.

 

Na Ásia, o Nikkei-225, de Tóquio, fechou com recuo de 0,04%, a 9.003,48

pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI, de Seul, apresentou com queda de 0,13%, a

1.851,65 pontos. Na China, o Xangai Composto subiu 0,03%, a 2.226,11 pontos. Em

Hong Kong, a bolsa permaneceu fechada devido a um feriado local.

 

 

Petróleo

 

Entre os contratos de petróleo, o WTI de agosto, negociado em Nova York,

operava com queda de 1,78%, a R$ 83,44 o barril. Em Londres, o Brent para

agosto, recuava 1,85%, a US$ 95,99.    

 

Câmbio

 

O dólar comercial abriu em alta, mas inverteu o movimento e, há pouco

operava em baixa de 0,19%, a R$ 2,006. O contrato futuro, com vencimento em

julho, desvalorizava 10,27%, a R$ 2.015,500.

 

Juros

 

Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram o pregão na

BM&FBovespa em queda. O contrato mais líquido era o com vencimento em janeiro

de 2014, que recuava de 7,90% para 7,89% e volume de R$ 818 milhões.

 

Os economistas ouvidos pelo BC para o Focus também reduziram a projeção

de alta da inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

(IPCA) para o final do ano, que passou de 4,95% para 4,93%. As estimativas para

a Selic (taxa básica de juros) permaneceram as mesmas da semana anterior. Para

este mês, quando ocorre a próxima reunião do Comitêde Política Monetária

(Copom), a projeção é de 8% ao ano (a.a.). No final de 2012, os economistas

estimam que a Selic fique em 7,5% a.a.

Fonte: Agência Leia

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