News - Briefing de Mercado

Novo sinal de ritmo lento na economia dos EUA desanima mercado
06/07/2012

06 de Julho de 2012 13h47
Ana Rita Cunha

A criação de novos empregos nos Estados Unidos foi menor que o esperado pelo mercado e,

ao sinalizar um ritmo de crescimento ainda lento da economia norte-americana, diminuiu o apetite

de risco dos investidores. Para o economista-chefe da XP Corretora, William Alves, o

dado prejudica o otimismo registrado nos últimos dias em relação às

decisões tomadas na Europa.

 

Alves considera que os investidores estavam animados com a liberação do

fundo de resgate do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em

inglês), porém os dados ruins do número de criação de novos empregos nos

Estados Unidos retomaram o mau humor do mercado. "O mercado já estava

precificando as medidas na Europa, agora, os investidores vão reagir aos

efeitos do número de empregos no mercado norte-americano", explica. Sobre o

cenário europeu, considera: "depois da série de medidas de incentivo à

economia europeia, agora os investidores esperam os efeitos ou pacotes mais

agressivos", avalia o especialista.

 

Há pouco, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa operava com queda de

2,24%, a 55.114 pontos. O volume de negócios da bolsa brasileira era de

R$ 2,419 bilhões. No mercado futuro, o contrato com vencimento em agosto

recuava 2,52%, a 55.460 pontos. Na opinião do sócio-diretor da AZ

Investimentos, Ricardo Zeno, a bolsa deve acompanhar o pessimismo do cenário

externo e fechar em queda. A liquidez, segundo ele, deve ser baixa porque a

bolsa não vai operar na segunda-feira devido ao feriado de 9 de julho, em São

Paulo.

 

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou hoje que a economia

norte-americana gerou 80 mil empregos em junho, mas a taxa de desemprego

permaneceu estável durante o período na comparação com o mês anterior, em

8,2%. Analistas consultados pela Agência Leia esperavam a criação de 101 mil

vagas e a manutenção da taxa de desemprego em 8,2%.

 

Além disso, os juros projetados pelos títulos soberanos da Espanha com

vencimento em dez anos voltaram a se aproximar de 7% - mesmo nível em que

estavam os juros de Portugal, Grécia e Irlanda, quando esses países tiveram

que pedir ajuda para refinanciamento das dívidas.

 

A Espanha já sinalizou as dificuldades em sustentar os problemas do sistema

financeiro do país. A expectativa era de que fosse assinado um memorando de

entendimento da liberação de recursos da União Europeia para

recapitalização dos bancos espanhóis, na segunda-feira, dia 9, quando

acontecerá uma reunião do Eurogrupo em Bruxelas. Mais cedo, o porta-voz do

Ministério de Finanças da Alemanha, Martin Kotthaus, disse, no entanto, que os

países da zona do euro não poderão confirmar a injeção de recursos porque

ainda falta uma análise técnica da União Europeia e do Fundo Monetário

Internacional a respeito do setor financeiro espanhol.

 

Zeno acredita que na próxima semana, a eurozona deve continuar no centro

das atenções dos investidores, especialmente depois do discurso pessimista do

presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi. Ontem, Draghi previu

que a recuperação da economia da zona do euro ficará "gradualmente lenta"

neste ano, principalmente na parte final. Ele também apontou que "os riscos em

relação à perspectiva econômica para a zona do euro continuam sendo de

deterioração".

 

Alves lembra que na próxima semana serão divulgados indicadores

importantes na China que podem reforçar o pessimismo em relação a economia

mundial ou gerar algum ânimo dando sinais de uma desaceleração mais suave do

crescimento. Na China, o governo apresentará os dados de inflação, Produto

Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, balança comercial e produção

industrial.

 

Entre as ações com maior liquidez, as ações preferenciais da Vale

(VALE5) recuavam 2,09%, a R$ 39,65, com volume de R$ 387,421 milhões. As

preferenciais da Petrobras (PETR4) caíam 2,19%, a R$ 19,17, a R$ 205,375

milhões. As ON da OGX (OGXP3) caíam 1,79%, a R$ 6,02, a R$ 130,891 milhões.

 

 

Mercado internacional

 

O índice acionário Dow Jones operava no campo negativo, com queda de

1,47%, aos 12.707,53 pontos. Há pouco, o S&P 500 caía 1,32%, aos 1.349,44

pontos, e o Nasdaq Composto perdia 1,69%, aos 2.925,77 pontos.

 

Na Europa, o índice FTSE-100, principal da bolsa de Londres, fechou com

queda de 0,53%, a 5.662,63 pontos; o CAC-40, de Paris, registrou queda de 1,88%,

a 3.168,79 pontos; o DAX-30, de Frankfurt, encerrou com perda de 1,92%, a

6.410,11 pontos.

 

Petróleo

 

Os contratos futuros do petróleo em Nova York operam em rumos opostos. Há

pouco, o WTI para agosto caía 3,31%, a US$ 84,33 o barril. Em Londres, o Brent

para o mesmo mês subia 2,70%, a US$ 97,98 o barril.

 

Câmbio

 

O dólar comercial subia 0,54%, cotado a R$ 2,0350. No mercado futuro, há

pouco, o contrato da moeda norte-americana com vencimento para agosto acelerava

0,64%, a R$ 2.042,500.

 

Juros

 

A maioria doscontratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) opera em

queda no pregão da BM&FBovespa. Com maior liquidez, o contrato para janeiro de

2014 registrava alta de 7,90% para 7,86%, com giro de R$ 15,318 bilhões,

seguido do para janeiro de 2013, um dos poucos a operar com queda, de 7,62% para

7,58%, com giro de R$ 3,197 bilhões.

Fonte: Agência Leia

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