News - Briefing de Mercado

Aço em alta galvaniza: Usiminas e CSN
10/07/2012

06 de Julho de 2012 20h30
Patricia Alves e Fernando Teixeira

O novo incentivo governamental à produção automobilística brasileira, a alta do dólar e a consequente queda das importações estimularam as ações do setor siderúrgico, cujas empresas deverão ser beneficiadas com a provável alta dos preços do aço. Por Cláudio GRADILONE

 

Papéis avulsos

O novo incentivo governamental à produção automobilística brasileira, a alta do dólar e a consequente queda das importações estimularam as ações do setor siderúrgico, cujas empresas deverão ser beneficiadas com a provável alta dos preços do aço. Na quarta-feira 4, o mercado antecipou esses prognósticos. As ações da siderúrgica Usiminas subiram 3,2% e as da CSN avançaram 3,1%. No dia seguinte, Gerdau subiria 2,8%. Segundo Victor Penna, analista do Banco do Brasil Investimentos, até agora nenhuma siderúrgica comunicou a elevação dos preços, mas as empresas podem aproveitar o recuo das importações para reajustar suas tabelas. “Mas é preciso analisar se o mercado aceita pagar mais.”

 

Destaque no pregão

O ioiô do Cruzeiro do Sul

Depois de encerrar o semestre com perdas de quase 90%, maior queda na bolsa, os papéis do banco Cruzeiro do Sul subiram mais de 57% na terça-feira 3. A instituição afirmou que o comportamento de ioiô não tinha razão aparente. No entanto, circularam rumores de que o banco, sob administração do Banco Central, poderia ser alvo de aquisição. Adriano Moreno, analista da Futura Investimento, recomenda cautela ao investidor. “São papéis de baixa liquidez e seriam um investimento muito especulativo.”

 

Touro x Urso

Depois de praticamente zerar as perdas acumuladas no primeiro semestre, o índice Bovespa deverá manter sua trajetória de alta nos próximos dias, sustentado pela recuperação dos preços de Petrobras e Vale. Estes têm mantido uma trajetória ininterrupta de alta com a expectativa de novos estímulos para a economia chinesa.

Bolsa

CVM quer deter manipulação nos IPOs

As últimas aberturas de capital ou Initial Public Offerings (IPO, na sigla em inglês) têm se caracterizado pela queda dos preços das ações após seu lançamento. A repetição desse fenômeno vem estimulando alguns investidores a especular. Eles apostam na baixa das ações no dia da abertura, o que amplifica as quedas de preço e prejudica os demais participantes. Para conter essa prática, a Comissão de Valores Mobiliários colocou em discussão, até 3 de agosto, uma norma que eleva os riscos desses especuladores.

 

Mineração

Juro chinês anima a Vale

A redução dos juros na China, anunciada na quinta-feira 5, com o objetivo de acelerar a economia do país, pode impactar de forma bastante positiva os negócios da Vale. De acordo com Ricardo Zeno, diretor da corretora AZ Investimentos, uma das preocupações da companhia com a desaceleração da economia chinesa era com a demanda, já que o país é um grande consumidor de seus produtos. “Mas o corte dos juros pode reverter esse quadro”, diz. Outra notícia positiva para a mineradora, segundo Zeno, é o anúncio de captação € 750 milhões por meio de bônus no Exterior. Segundo a companhia presidida por Murilo Ferreira, os recursos captados serão utilizados para propósitos corporativos em geral.

 

Quem vem lá

Mais energia na Taesa 

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa) poderá captar até R$ 1,89 bilhão em sua oferta pública de units. De acordo com o prospecto, publicado na terça-feira 3, a companhia emitirá, inicialmente, 20 milhões de units, no valor de R$ 60 a R$ 70 cada. A emissão pode chegar a 27 milhões, com lotes adicionais e suplementares, e o objetivo dos recursos é a expansão dos negócios.

FIQUE DE OLHO: A empresa comunicou ao mercado que concluiu a aquisição da Abengoa Concessões Brasil Holding por R$ 903,9 milhões.

 

Mercado em números

Banpará

R$ 5,4 milhões - É quanto o banco do Pará pagará em juros sobre capital próprio, o equivalente a R$ 0,58 por ação, com retenção de Imposto de Renda na fonte de 15%. O pagamento será feito ao acionista que estava com o papel no dia 2 de julho.

 

BIOMM

105% - Foi o retorno das ações preferenciais da antiga Biobras, no acumulado de janeiro a junho. Foi o melhor resultado entre as 607 empresas ativas na BM&F Bovespa, no semestre.

 

Sabesp

54% - Foi o retorno das ações ordinárias da empresa, no primeiro semestre do ano. Das companhias que fazem parte do índice Bovespa, a empresa de saneamento foi a que ofereceu ganhos maiores aos seus investidores.

 

PDG Realty

12 de julho - É a data para a qual foi adiada a votação do aumento de capital da construtora, proposto pela Vinci Partners, no valor de quase R$ 800 milhões, a ser realizado por meio da emissão privada de 199 bônus de subscrição.

 

Multiplus

7,9 milhões - É o total de ações ordinárias da empresa que a Squadra Investimentos possui após ter reduzido a sua participação na companhia para menos de 5% do total, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

Pelo mundo 

Apple compra a marca iPad na China

A Apple pagou US$ 60 milhões à Proview Technology, uma empresa quase falida, para encerrar uma disputa quanto ao uso da marca iPad na China, que havia sido registrada pelos chineses. O processo prejudicou as vendas e retardou o lançamento do produto no país asiático.

 

Crédit Agricole negocia venda de banco grego

O banco francês Crédit Agricole negocia a venda parcial ou total do banco grego Emporiki. Um dos possíveis candidatos à compra seria o National Bank, maior banco da Grécia, que chegou a divulgar um comunicado que admitia a existência de negociações sobre uma “aliança estratégica” envolvendo o Emporiki. 

 

VW assume a Porsche

A montadora alemã Volkswagen anunciou que vai assumir o controle da Porsche, por meio da criação de uma holding intermediária. Hoje, a Volkswagen possui 49,9% do capital da fabricante de carros de luxo. Em troca, os acionistas da Porsche vão receber € 4,5 bilhões.

 

Personagem

Afrouxa a gravata

ACSU CardSystem venceu a licitação para lançar os cartões de crédito do estatal Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Por cerca de R$ 50 milhões, a empresa vai criar o cartão e processar as transações. Wanderval Alencar, diretor-executivo da CSU, diz que o objetivo é oferecer tecnologia e inteligência ao dono do novo produto.

 

Wanderval Alencar, diretor executivo: recompra de ações.

Como será feita a implantação do sistema de cartões no BNB?

O banco não possuía o produto. Vamos implantar toda a operação, que vai desde a distribuição até o processamento das transações. Moldamos a estratégia e as melhores práticas para o BNB ganhar dinheiro com o negócio.

 

Como isso se inclui na estratégia da CSU?

Temos quatro atividades. A CardSystem é a principal, mas temos uma central de call center, uma processadora de cartões e também uma central de relacionamento. Quando vamos implantar um cartão, seja ele de loja ou de banco, oferecemos todas as soluções de relacionamento possíveis.

Por que as ações caíram de R$ 16, no lançamento, em maio de 2006, para R$ 3 no fim de junho deste ano? Desde a abertura de capital, o mercado passou por uma redefinição de preços. O próprio Ibovespa chegou a 73 mil pontos e hoje está em 55 mil. Ou seja, parte importante dessa queda de preços vem da redução do apetite dos investidores por ações de empresas como a nossa, de pequena capitalização.

 

É a razão para a recompra de ações?

A recompra de ações é uma forma bem interessante de agregar valor a uma companhia, principalmente small cap, pois permite reduzir sua volatilidade. Além disso, damos ênfase à distribuição de dividendos, que, nos últimos três anos, deram retornos bem atraentes aos acionistas.

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