News - Briefing de Mercado

Indicadores dos EUA e da China animam, mas não sustentam alta
09/08/2012

09 de Agosto de 2012 12h23
Ana Rita Cunha

Dados melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos

e sobre inflação na China animaram os investidores internacionais, mas não sustentam o

otimismo em relação à recuperação econômica. As principais bolsas mundiais operam

em rumos opostos, com as norte-americanas registrando alta e a alemã e espanhola,

 em queda. No Brasil, a BM&FBovespa abriu em alta, mas a desvalorização do papel mais

negociado da Petrobras está puxando o Ibovespa, principal índice da bolsa,

para baixo. O volume negociado na bolsa, ao contrário de ontem, ainda é

reduzido, demonstrando a cautela dos investidores.

 

"Os dados positivos no mercado externo ajudam a melhorar o apetite de risco

dos investidores, mas a valorização dos últimos dias desestimula movimentos

mais fortes de alta, em um cenário ainda de incertezas econômicas", afirma o

sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno. Há pouco, o Ibovespa recuava

0,40%, a 58.696 pontos. No mercado futuro, o contrato do índice, com vencimento

em agosto, caía 0,12%, a 58.790 pontos. A bolsa brasileira tinha volume

negociado de R$ 2 bilhões.

 

"O Ibovespa acabou de superar um ponto importante de resistência [58 mil

pontos] e deve ter alguns movimentos de queda antes de testar a próxima

resistência, de 62 mil pontos", avalia Zeno, a partir da análise gráfica.

 

Nos Estados Unidos, o número de novos pedidos de seguro-desemprego, de

acordo com o Departamento do Trabalho, caiu em 6 mil na semana encerrada no dia

4 de agosto, para 361 mil, após ter registrado 367 mil na semana anterior, de

acordo com número revisado. Analistas esperavam que o número de novos pedidos

fosse de 375 mil, ante os 365 mil inicialmente reportados para a semana

anterior.

 

Na China, o índice de preços ao produtor caiu 2,9% em julho na

comparação com igual período do ano passado e encolheu 0,8% ante junho,

segundo dados divulgados pelo departamento nacional de estatísticas (NBS, na

sigla em inglês). De janeiro a julho, o indicador acumulou queda de 1,0% em

relação a igual intervalo de 2011.

 

O índice de preços ao consumidor da China subiu 1,8% em julho na

comparação com igual período do ano passado e avançou 0,1% ante junho, mas

no ano, o indicador acumulou alta de 3,1% em relação a igual intervalo de

2011, patamar abaixo da meta de inflação 4%, prevista pelo governo chinês.

 

Outro dado positivo na China foi a produção industrial aumentou 9,2% em

julho na comparação com o mesmo mês do ano passado e subiu 0,66% em relação

a junho, segundo dados divulgados pelo departamento de estatísticas do país.

De janeiro a julho, a alta foi de 10,3% em relação a igual período de 2011.

 

Entre as ações mais negociadas, as preferenciais da Petrobras (PETR4)

desvalorizam 1,27%, e as da Vale (VALE5) subiam 0,83%. Tembém pressionam

negativamente o Ibovespa o desempenho do setor de consumo, com o Icon recuando

0,90%, e o bancário, com o IFNC caindo 0,91%.

Fonte: Agência Leia

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