News - Briefing de Mercado

Vale e Banco do Brasil impedem alta do Ibovespa
14/08/2012

14 de Agosto de 2012 15h16
Ana Rita Cunha

 

14/08 15:16 Leia (CMA)  Nr. 1314500349
(PER)
PERSPECTIVA: Vale e Banco do Brasil impedem alta do Ibovespa
 
   São Paulo, 14 de agosto de 2012 - A queda nas ações da Vale e os
balanços setoriais ruins no mercado interno contribuem para a leve queda da
bolsa brasileira, mas dados positivos nos Estados Unidos e Europa contém
movimento de perdas. Para o economista-chefe da Vetorial Asset Management,
Sérgio Machado, "na disputa entre o otimismo externo e o pessimismo interno
prevalece a cautela, principalmente em um dia marcado pela volatilidade, por
conta do vencimento dos contratos futuros do Ibovespa".
 
   O Ibovespa mudou de tendência quatro vezes ao longo do dia e há pouco,
operava praticamente estável com queda de 0,06%, aos 59.085 pontos. No mercado
futuro, o contrato do índice sobe 0,06%, aos 59.145 pontos. Na bolsa
brasileira, o volume de negociações era de R$ 3,286 bilhões.
 
   Com o maior volume do Ibovespa, as ações preferenciais da Vale (VALE4;
-2,01%, a R$ 36,90), que giravam R$ 441,001 milhões no mercado até há pouco,
recuavam. Para o sócio da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, o papel é impactado
pela mudança de posição de investidores com o vencimento de contratos futuros
da BM&FBovespa. Com o segundo maior volume, as preferenciais da Petrobras
(PETR4; 0,61%, a R$ 21,16, com giro de R$ 233,937 milhões) operavam em alta.
 
   Zeno também avalia que os resultados ruins de empresas como Banco do Brasil
e Gol contribuíam para que o Ibovespa operasse no campo negativo. As ações
do Banco do Brasil (BBAS3), há pouco, recuavam 3,03%, a R$ 22,72, com giro de
R$ 173,815 milhões, enquanto as ações da Gol (GOLL4) caíam 4,19%, a 10,50,
com giro de R$ 37,337 milhões.
 
   O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado, desconsiderando os efeitos
extraordinários, de R$ 2,986 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que
representa uma queda de 7,6% ante o resultado do mesmo período de 2011 (R$
3,230 bilhões). Para Machado, a forte alta com as despesas com provisão para
crédito duvidoso, que somaram R$ 3,677 bilhões, subindo 20,7%, na comparação
com o mesmo trimestre de 2011 (R$ 3,047 bilhões), impactaram na avaliação
negativa dos resultados da empresa.
 
   A Gol Linhas aéreas registrou um prejuízo líquido de R$ 715,073 milhões,
alta de 99,3% ante os R$ 358,703 milhões obtidos no mesmo período do ano
passado. O resultado ficou bem acima da média de projeções apurada pela
Agência Leia junto aos principais agentes do mercado, que apontavam para um
prejuízo de R$ 383,5 milhões no período.
 
   No cenário internacional, Machado destaca que os dados de Produto Interno
Bruto (PIB) da Alemanha e as vendas no varejo nos Estados Unidos foram os
principais motivadores das altas nas bolsas internacionais e refletiram com
menos intesidade no mercado interno.
 
   As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram 0,8% em julho na comparação
com junho, já descontados os fatores sazonais, e somaram US$ 403,9 bilhões.
Em junho, as vendas caíram 0,7% na comparação com maio (dado revisado). As
informações foram divulgadas pelo Departamento do Comércio. Analistas
esperavam aumento de 0,2% nas vendas no varejo, após a queda de 0,5%
inicialmente reportada em junho.
 
   O PIB da Alemanha subiu 0,3% no segundo trimestre de 2012 em relação ao
primeiro trimestre, quando a economia registrou expansão de 0,5%, segundo dados
preliminares divulgados hoje pelo escritório federal de estatísticas
(Destatis).   
 
 
    Mercado internacional
 
   Nos Estados Unidos, os índices operavam em campo positivo. O Nasdaq
Composto  ganhava 0,09%, aos 3.025,39 pontos, o S&P 500 subia 0,21%, aos
1.407,15 pontos; e o Dow Jones avançava 0,21%, aos 13.197,08 pontos.
 
   Os principais índices europeus também encerraram com altas. O índice
FTSE-100, principal da bolsa de Londres, fechou com avanço de 0,56%, a 5.864,78
pontos; o CAC-40, de Paris, registrou alta de 0,70%, a 3.450,27 pontos; o
DAX-30, de Frankfurt, encerrou com ganho de 0,94%, a 6.974,39 pontos; o FTSE
MIB, da bolsa de Milão, subiu 0,85%, a 14.656,87 pontos; o Ibex-35, de Madri,
subiu 0,78%, a 7.124,80 pontos e o SMI-20, de Zurique, apresentou alta de 0,62%,
 a 6.505,98 pontos
 
 
    Petróleo
 
   Os contratos futuros do petróleo operam em alta. Em Nova York, o WTI para
setembro avançava 0,62%, a US$ 93,31 o barril. Em Londres, o Brent para
setembro subia 0,25%, a US$ 113,89 o barril.
 
 
    Câmbio
 
   O dólar comercial operava com alta de 0,19%, cotado a R$ 2,0250 para venda
e a R$ 2,0230 para compra. No mercado futuro, há pouco, o contrato da moeda
norte-americana com vencimento para setembro subia 0,14%, a R$ 2.032,500.
 
 
    Juros
 
   Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) operam em queda. Com
maior liquidez, o contrato para janeiro de 2014 recuava para 7,25% de 7,23%, com
 giro de R$ 12,939 bilhões.
 
 
    Ana Rita Cunha / Agência Leia
 
 
    Edição: Douglas Antunes
 
Copyright 2012 - Agência Leia

A queda nas ações da Vale e os balanços setoriais ruins no mercado interno

contribuem para a leve queda da bolsa brasileira, mas dados positivos nos Estados

Unidos e Europa contém movimento de perdas. Para o economista-chefe da Vetorial

Asset Management, Sérgio Machado, "na disputa entre o otimismo externo e o pessimismo

interno prevalece a cautela, principalmente em um dia marcado pela volatilidade, por

conta do vencimento dos contratos futuros do Ibovespa".

 

O Ibovespa mudou de tendência quatro vezes ao longo do dia e há pouco,

operava praticamente estável com queda de 0,06%, aos 59.085 pontos. No mercado

futuro, o contrato do índice sobe 0,06%, aos 59.145 pontos. Na bolsa

brasileira, o volume de negociações era de R$ 3,286 bilhões.

 

Com o maior volume do Ibovespa, as ações preferenciais da Vale (VALE4;

-2,01%, a R$ 36,90), que giravam R$ 441,001 milhões no mercado até há pouco,

recuavam. Para o sócio da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, o papel é impactado

pela mudança de posição de investidores com o vencimento de contratos futuros

da BM&FBovespa. Com o segundo maior volume, as preferenciais da Petrobras

(PETR4; 0,61%, a R$ 21,16, com giro de R$ 233,937 milhões) operavam em alta.

 

Zeno também avalia que os resultados ruins de empresas como Banco do Brasil

e Gol contribuíam para que o Ibovespa operasse no campo negativo. As ações

do Banco do Brasil (BBAS3), há pouco, recuavam 3,03%, a R$ 22,72, com giro de

R$ 173,815 milhões, enquanto as ações da Gol (GOLL4) caíam 4,19%, a 10,50,

com giro de R$ 37,337 milhões.

 

O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado, desconsiderando os efeitos

extraordinários, de R$ 2,986 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que

representa uma queda de 7,6% ante o resultado do mesmo período de 2011 (R$

3,230 bilhões). Para Machado, a forte alta com as despesas com provisão para

crédito duvidoso, que somaram R$ 3,677 bilhões, subindo 20,7%, na comparação

com o mesmo trimestre de 2011 (R$ 3,047 bilhões), impactaram na avaliação

negativa dos resultados da empresa.

 

A Gol Linhas aéreas registrou um prejuízo líquido de R$ 715,073 milhões,

alta de 99,3% ante os R$ 358,703 milhões obtidos no mesmo período do ano

passado. O resultado ficou bem acima da média de projeções apurada pela

Agência Leia junto aos principais agentes do mercado, que apontavam para um

prejuízo de R$ 383,5 milhões no período.

 

No cenário internacional, Machado destaca que os dados de Produto Interno

Bruto (PIB) da Alemanha e as vendas no varejo nos Estados Unidos foram os

principais motivadores das altas nas bolsas internacionais e refletiram com

menos intesidade no mercado interno.

 

As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram 0,8% em julho na comparação

com junho, já descontados os fatores sazonais, e somaram US$ 403,9 bilhões.

Em junho, as vendas caíram 0,7% na comparação com maio (dado revisado). As

informações foram divulgadas pelo Departamento do Comércio. Analistas

esperavam aumento de 0,2% nas vendas no varejo, após a queda de 0,5%

inicialmente reportada em junho.

 

O PIB da Alemanha subiu 0,3% no segundo trimestre de 2012 em relação ao

primeiro trimestre, quando a economia registrou expansão de 0,5%, segundo dados

preliminares divulgados hoje pelo escritório federal de estatísticas

(Destatis).   

 

 

Mercado internacional

 

Nos Estados Unidos, os índices operavam em campo positivo. O Nasdaq

Composto  ganhava 0,09%, aos 3.025,39 pontos, o S&P 500 subia 0,21%, aos

1.407,15 pontos; e o Dow Jones avançava 0,21%, aos 13.197,08 pontos.

 

Os principais índices europeus também encerraram com altas. O índice

FTSE-100, principal da bolsa de Londres, fechou com avanço de 0,56%, a 5.864,78

pontos; o CAC-40, de Paris, registrou alta de 0,70%, a 3.450,27 pontos; o

DAX-30, de Frankfurt, encerrou com ganho de 0,94%, a 6.974,39 pontos; o FTSE

MIB, da bolsa de Milão, subiu 0,85%, a 14.656,87 pontos; o Ibex-35, de Madri,

subiu 0,78%, a 7.124,80 pontos e o SMI-20, de Zurique, apresentou alta de 0,62%,

a 6.505,98 pontos

 

 

Petróleo

 

Os contratos futuros do petróleo operam em alta. Em Nova York, o WTI para

setembro avançava 0,62%, a US$ 93,31 o barril. Em Londres, o Brent para

setembro subia 0,25%, a US$ 113,89 o barril.

 

 

Câmbio

 

O dólar comercial operava com alta de 0,19%, cotado a R$ 2,0250 para venda

e a R$ 2,0230 para compra. No mercado futuro, há pouco, o contrato da moeda

norte-americana com vencimento para setembro subia 0,14%, a R$ 2.032,500.

 

 

Juros

 

Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) operam em queda. Com

maior liquidez, o contrato para janeiro de 2014 recuava para 7,25% de 7,23%, com

 giro de R$ 12,939 bilhões.

 

Fonte: Agência Leia

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