News - Briefing de Mercado

Melhor expectativa p/ economia nacional anima mas não sustenta
24/09/2012

24 de Setembro de 2012 15h13
Ana Rita Cunha

 

24/09 15:13 Agencia CMA (CMA)  Nr. 1318600189
(PER)
PERSPECTIVA: Melhor expectativa p/ economia nacional anima mas não sustenta
 
   São Paulo, 24 de setembro de 2012 - Em um dia sem muitos indicadores
relevantes, a bolsa brasileira opera com volatilidade, tentanto manter-se no
campo positivo, apoiada na expectativa de melhor crescimento para a economia
brasileira. No entanto, a aversão ao risco nos mercados internacionais deve
pressionar a BM&FBovespa até o fechamento. Durante toda a primeira etapa do
pregão o Ibovespa operou descolado dos mercados internacionais que permanecem
em campo negativo depois de dados ruins na Europa e nos Estados Unidos.
 
   Há pouco, o Ibovespa operava próximo da estabilidade, com ligeira
variação negativa de 0,03%, a 61.300 pontos. Para o sócio-diretor da AZ
Investimentos, Ricardo Zeno, o baixo volume de negociações, em R$ 2,960
bilhões mostra que os agentes de mercado ainda operam com cautela, apesar de
haver uma melhora de ânimo dos investidores com em relação à economia
brasileira. "Nem na Europa, nem nos Estados Unidos existem sinais claros de
como será a recuperação econômica. Os investidores ficam esperando os
resultados do PIB [Produto Interno Bruto] dos Estados Unidos, na quinta-feira.
Nesse ambiente de menor liquidez, os fatores internos acabam ganhando maior
impacto na bolsa como um todo", explica Zeno.
 
   As ações mais expostas ao mercado interno eram as que mais impulsionavam
as altas da bolsa brasileira. O estrategista da Futura Corretora, Luis Gustavo
Pereira aponta que as ações do setor de construção e consumo ajudam o
Ibovespa operar no campo positivo. Entre as mais valorizadas estavam as ações
da Gol (GOLL4; 3,13%, a R$ 11,86) que tinham a alta também estimulada pela
expectativa de conclusão da fusão com a Webjet após a aprovação do Conselho
 Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
 
   Na outra ponta, as ações ligadas à exportação operavam em queda.
"Essas ações seguem o mau humor do mercado externo, diante da falta de acordo
para a união bancária na Europa e de dados de confiança negativo na
Alemanha", afirma Zeno. Apesar disso, o analista avalia que a alta deve se
segurar até o final do pregão, com leves oscilações no campo negativo.
 
   Ações do setor de mineração e siderurgia eram destaque entre as quedas.
Para Zeno, as preferenciais da Vale (VALE5; -0,73%, a R$ 36,43, com volume de R$
388,237 milhões) seguravam a alta do índice. As preferenciais da Usiminas
(USIM5; -2,59%, a R$ 11,24) também caíam.
 
   Na Europa, o índice de confiança do empresário da indústria e do
comércio da Alemanha medido pelo instituto CESifo veio abaixo das expectativas
do mercado e teve queda pelo quinto mês consecutivo em setembro, para 101,4
pontos, ante os 102,3 apresentados em agosto.
 
   Além disso, os investidores seguem preocupados com a situação grega. A
revista alemã Der Spiegel publicou neste fim de semana que o déficit
orçamentário da Grécia pode ser duas vezes maior que o oficial, chegando a 20
bilhões de euros. Além disso, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang
Schauble, defendeu na sexta-feira que a ajuda financeira à Grécia "atingiu o
limite".
 
   Nesse cenário, O índice FTSE-100, principal da bolsa de Londres, fechou
com retração de 0,24%, a 5.838,84 pontos; o CAC-40, de Paris, registrou queda
de 0,95%, a 3.497,22 pontos; o DAX-30, de Frankfurt, encerrou com perda de
0,52%, a 7.413,16 pontos; o FTSE MIB, da bolsa de Milão, caiu 0,78%, a
15.867,07 pontos; o Ibex-35, de Madri, perdeu 1,12%, a 8.138,40 pontos e o
SMI-20, de Zurique, apresentou recuo de 0,13%, a 6.597,22 pontos.
 
   As bolsas norte-americanas também acompanhavam o pessimismo em relação à
situação europeia. O Dow Jones recuava 0,25%, para 13.545,14 pontos, o Nasdaq
Composto perdia 0,83%, para 3.153,37 pontos, e o S&P 500 tinha queda de 0,39%,
para 1.454,42pontos.
 
   Os contratos futuros do petróleo operam em alta. Há pouco, na Nymex, o
contrato do WTI para novembro caía 1,71%, para US$ 91,30 por barril. Na
plataforma ICE, o contrato do Brent para o mesmo mês operava em queda de 1,83%,
 a US$ 109,38 o barril.
 
    Ana Rita Cunha / Agência CMA
 
    Edição: Laelya Longo
 
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Em um dia sem muitos indicadores relevantes, a bolsa brasileira opera com volatilidade,

tentanto manter-se no campo positivo, apoiada na expectativa de melhor crescimento para a economia

brasileira. No entanto, a aversão ao risco nos mercados internacionais deve

pressionar a BM&FBovespa até o fechamento. Durante toda a primeira etapa do

pregão o Ibovespa operou descolado dos mercados internacionais que permanecem

em campo negativo depois de dados ruins na Europa e nos Estados Unidos.

 

Há pouco, o Ibovespa operava próximo da estabilidade, com ligeira

variação negativa de 0,03%, a 61.300 pontos. Para o sócio-diretor da AZ

Investimentos, Ricardo Zeno, o baixo volume de negociações, em R$ 2,960

bilhões mostra que os agentes de mercado ainda operam com cautela, apesar de

haver uma melhora de ânimo dos investidores com em relação à economia

brasileira. "Nem na Europa, nem nos Estados Unidos existem sinais claros de

como será a recuperação econômica. Os investidores ficam esperando os

resultados do PIB [Produto Interno Bruto] dos Estados Unidos, na quinta-feira.

Nesse ambiente de menor liquidez, os fatores internos acabam ganhando maior

impacto na bolsa como um todo", explica Zeno.

 

As ações mais expostas ao mercado interno eram as que mais impulsionavam

as altas da bolsa brasileira. O estrategista da Futura Corretora, Luis Gustavo

Pereira aponta que as ações do setor de construção e consumo ajudam o

Ibovespa operar no campo positivo. Entre as mais valorizadas estavam as ações

da Gol (GOLL4; 3,13%, a R$ 11,86) que tinham a alta também estimulada pela

expectativa de conclusão da fusão com a Webjet após a aprovação do Conselho

Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

 

Na outra ponta, as ações ligadas à exportação operavam em queda.

"Essas ações seguem o mau humor do mercado externo, diante da falta de acordo

para a união bancária na Europa e de dados de confiança negativo na

Alemanha", afirma Zeno. Apesar disso, o analista avalia que a alta deve se

segurar até o final do pregão, com leves oscilações no campo negativo.

 

Ações do setor de mineração e siderurgia eram destaque entre as quedas.

Para Zeno, as preferenciais da Vale (VALE5; -0,73%, a R$ 36,43, com volume de R$

388,237 milhões) seguravam a alta do índice. As preferenciais da Usiminas

(USIM5; -2,59%, a R$ 11,24) também caíam.

 

Na Europa, o índice de confiança do empresário da indústria e do

comércio da Alemanha medido pelo instituto CESifo veio abaixo das expectativas

do mercado e teve queda pelo quinto mês consecutivo em setembro, para 101,4

pontos, ante os 102,3 apresentados em agosto.

 

Além disso, os investidores seguem preocupados com a situação grega. A

revista alemã Der Spiegel publicou neste fim de semana que o déficit

orçamentário da Grécia pode ser duas vezes maior que o oficial, chegando a 20

bilhões de euros. Além disso, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang

Schauble, defendeu na sexta-feira que a ajuda financeira à Grécia "atingiu o

limite".

 

Nesse cenário, O índice FTSE-100, principal da bolsa de Londres, fechou

com retração de 0,24%, a 5.838,84 pontos; o CAC-40, de Paris, registrou queda

de 0,95%, a 3.497,22 pontos; o DAX-30, de Frankfurt, encerrou com perda de

0,52%, a 7.413,16 pontos; o FTSE MIB, da bolsa de Milão, caiu 0,78%, a

15.867,07 pontos; o Ibex-35, de Madri, perdeu 1,12%, a 8.138,40 pontos e o

SMI-20, de Zurique, apresentou recuo de 0,13%, a 6.597,22 pontos.

 

As bolsas norte-americanas também acompanhavam o pessimismo em relação à

situação europeia. O Dow Jones recuava 0,25%, para 13.545,14 pontos, o Nasdaq

Composto perdia 0,83%, para 3.153,37 pontos, e o S&P 500 tinha queda de 0,39%,

para 1.454,42pontos.

 

Os contratos futuros do petróleo operam em alta. Há pouco, na Nymex, o

contrato do WTI para novembro caía 1,71%, para US$ 91,30 por barril. Na

plataforma ICE, o contrato do Brent para o mesmo mês operava em queda de 1,83%,

a US$ 109,38 o barril.

 

Fonte: Agência Leia

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