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Apesar de volatilidade, bolsa deve fechar em alta
16/10/2012

15 de Outubro de 2012 16h12
Ana Rita Cunha

 

Os dados positivos nos Estados Unidos e na China devem sustentar a alta da
bolsa brasileira até o fim do pregão. Para o sócio-diretor da AZ Investimentos,
Ricardo Zeno, o vencimento de opções de ações trouxe volatilidade ao pregão,
"mas a tendência otimista do mercado externo deve definir o ritmo do pregão
até o fim do dia", avalia.

Nos Estados Unidos, o destaque positivo foram as vendas no varejo que
subiram 1,1%, em setembro, na comparação mensal, acima dos 0,7% esperado pelo
mercado. As vendas, já descontados osfatores sazonais, somaram US$ 412,9
bilhões.
 
Na China, as exportações foram os dados de destaque, tendo avançado 9,9%
na comparação anual, para US$ 186,35 bilhões. Esse foi volume mensal recorde.
O aumento foi mais significativo que o de 2,7% registrado em agosto.
 
Na bolsa brasileira, entre as ações que contribuíam para a alta estavam
as ações da Petrobras (PETR4; 0,93, a R$ 22,71), que tinham o segundo maior
volume da bolsa, R$ 413,580 milhões. A petroleira OGX (OGXP3; 1,23%, a R$ 5,73)
também estava entre as mais líquidas e tinha alta acima de 1%.
 
No sentido contrário, as ações da Cosan (CSAN3; -4,55%, a R$ 36,84)
continham uma alta mais forte da bolsa brasileira. Entre as causas da queda
estão os rumores de que o governo pretende pressionar a distribuidora da
Petrobras, a BR Distribuidora, a vender diesel e gasolina mais baratos para
postos. Isso deve pressionar os preços das outras distribuidoras, como da
Ipiranga, da Ultrapar, e da Raízen, joint venture da Cosan com a Shell. Além
disso, a empresa aprovou a emissão de 3.300 debêntures simples, não
conversíveis em ações, no valor unitário de R$ 1 milhão, totalizando R$ 3,3
bilhões.
 
As preferenciais da Vale (VALE5; 0,19%, a R$ 36,13), com o maior volume da
bolsa, R$ 568,743 milhões, operava em queda apesar da recuperação do preço
do minério de ferro com estoques do produto na China caindo. "Não é uma
queda significativa. Em parte, é a atuação do mercado no vencimento de
ações", avalia Zeno.

 

 

Fonte: Agência CMA

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