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Ouro lidera ganhos pelo 4º mês no ano
03/12/2012

30 de Novembro de 2012 11h40
Ana Paula Ribeiro

 

Alta do metal é de 3,82% em novembro e de 23,16% em 2012

O ouro deve terminar o mês como o ativo de maior rendimento, com ganhos de 3,82% até o dia 29. É a quarta vez que o metal repete esse feito em 2012. No acumulado entre janeiro e novembro, a rentabilidade soma 23,16%, praticamente o dobro do segundo colocado — no caso o dólar, com variação de 12,20% no ano.

Uma das máximas do mercado financeiro — rentabilidade passada não garante ganhos futuros —, se aplica ainda mais ao metal, ativo de pouca liquidez no Brasil. “O investidor tende a olhar sempre pelo retrovisor e, no caso específico do ouro, há um problema de liquidez e corretagem e custódias caras”, alerta o sócio diretor da Tag Investimentos, Marcelo Pereira.

Sua avaliação também se estende ao dólar, que ocupava a segunda colocação no mês até ontem, com ganhos de 3,30%. De acordo com o executivo, esse ganho está atrelado não só a fatores conjunturais, como menor superávit comercial e juros mais baixos, mas também a um fator pontual, que foi a indefinição do Banco Central sobre a rolagem dos contratos de swap cambial. Daqui para frente ele espera pequenas desvalorizações do real. “O investidor precisa se acostumar a ter cada vez teremos mais volatilidade. É assim que o mundo está hoje.”

Nesse ambiente de contínua volatilidade e com juros em patamares historicamente baixos, Pereira afirma que para se ter ganhos acima da inflação será preciso assumir mais riscos e fazer uma gestão mais ativa dos investimentos, revendo constantemente as aplicações.

Mesma opinião tem o administrador de investimentos Fabio Colombo. “É preciso aceitar mais risco e aproveitar que a bolsa de valores está com os preços interessantes”, afirma.

Em novembro até ontem, o principal índice da Bovespa, o Ibovespa, acumulava ganhos de 1,37% e, no ano, de 1,93%. Essa baixa variação se deve principalmente ao peso que as empresas de commodities possuem no indicador. Quando se olha os fundos de ações livres, que não são atrelados a índices, a figura muda e os ganhos são maiores: 13,24% no ano.

Colombo defende que a única maneira de uma carteira de investimentos ter um desempenho acima da inflação é com a alocação de ao menos 10% a 20% dos recursos em ações, mais arriscadas, mas que podem possibilitar ganhos maiores no longo prazo.

Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, afirma que com o atual nível de incertezas na economia global — discussões sobre o “abismo fiscal” nos EUA e indefinição na Europa — o foco deve ser na qualidade de gestão da carteira. “As ações de elétricas e petróleo sofreram muito no ano mas, por outro lado, os ganhos das empresas ligadas ao mercado doméstico estão interessantes”, diz.

 

Fonte: Brasil Econômico

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