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PERSPECTIVA BM&FBOVESPA: Ibovespa deve manter alta ajudado por indicadores
04/01/2013

02 de Janeiro de 2013 20h10
Alexandre Melo

O forte impulso no primeiro pregão de 2013, que levou o Ibovespa, principal índice da
BM&FBovespa, a encerrar com alta de 2,62%, a 62.550 pontos e volume financeiro de
R$ 7,314 bilhões, deverá continuar amanhã. Devido ao acordo celebrado ontem entre
republicanos e democratas no Congresso norte-americano para evitar o chamado "abismo fiscal"
que entraria em vigor neste ano, o Ibovespa atingiu, nesta quarta-feira, a maior
pontuação desde 19 de abril de 2012, quando atingiu os 62.618 pontos.
 
Esse acordo entre os congressistas serviu de combustível para que os
principais mercados acionários no mundo contabilizassem altas expressivas. "A
aversão ao risco dos investidores estava muito alta até que a questão do
abismo fiscal fosse solucionada. Existia o medo de assumir grandes
posicionamentos de compras, então o cenário atual aguçou o apetite do
mercado. No curtíssimo prazo, o índice seguirá tentando romper algumas
barreiras", avalia Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.
 
Na avaliação da equipe de pesquisa do BB Investimentos, o Ibovespa tem
como próxima resistência os 63.500 pontos, mas a nuvem de incertezas ainda
não se dissipou, pois o endividamento dos Estados Unidos e países da Europa
está muito alto, e o mercado seguirá monitorando atentamente os indicadores
norte-americanos e chineses.
 
Para amanhã são justamente os dados sobre o mercado de trabalho
norte-americano que ajudarão a balizar a decisão dos investidores. Às 11h15
serão informados o número de vagas criadas pelo setor privado norte-americano
em dezembro, cuja expectativa dos analistas é de que a Automatic Data
Processing (ADP) divulgue a abertura de 150 mil postos de trabalho. E, pouco
depois, o Departamento do Trabalho informará o número de pedidos de
seguro-desemprego da última semana. Na semana passada, os pedidos caíram em 12
mil, para 350 mil.
 
Sobre o pregão de hoje, Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco
WestLB, destaca que houve um movimento de realocação de carteiras e, além
disso, as ações mais descontadas durante o ano passado, atraíram as
atenções do mercado, interessado em operações de curtíssimo prazo. "Esses
movimentos ajudaram o Ibovespa a ter fôlego no primeiro pregão do ano", diz.
Dentre as blue chips do setor de commodities, a Vale (VALE5; a R$ 42,60) subiu
4,23%, a Petrobras (PETR4; a R$ 19,69) avançou 0,87%, e a OGX (OGXP3; a R$
4,76) saltou 8,67%.
 
O sócio-diretor da AZ Investimentos lembra que a valorização do preço do
barril de petróleo no mercado internacional foi outro fator que impulsionou as
ações das petrolíferas. Na Nymex, os futuros do WTI com vencimento em
fevereiro tiveram aumento de 1,45%, a US$ 93,12 o barril. Na plataforma ICE, os
futuros do Brent para o mesmo mês ganharam 1,22%, a US$ 112,47 o barril.
 
No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4; 3,32%, a R$
34,48), do Bradesco (BBDC4; 2,41%, a R$ 36,02) e do Banco do Brasil (BBAS3;
0,78%, a R$ 25,80) encerraram no campo positivo.
 
Por outro lado, o destaque negativo ficou com os papéis ordinários da MRV
Engenharia (MRVE3; a R$ 11,65) que caíram 2,75%, após o nome da empresa ser
incluído na atualização semestral do Cadastro de Empregadores do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) como uma das empresas que mantém funcionários
trabalhando em condições análogas à de escravidão. As instituições Caixa
Econômica Federal e Banco do Brasil, principais agentes do programa Minha Casa,
Minha Vida, suspenderam a concessão de financiamentos para a incorporadora.
 
O mercado acionário nos Estados Unidos fechou com forte alta, refletindo o
acordo prévio para evitar o abismo fiscal. O índice Dow Jones subiu 2,35%, a
13.412,55 pontos; o S&P 500 ganhou 2,54%, a 1.462,42 pontos; e o Nasdaq Composto
teve aumento de 3,07%, a 3.112,26 pontos.

Fonte: Agência CMA

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