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Inflação corrói ganho dos investidores em 2012
10/01/2013

10 de Janeiro de 2013 11h37

A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou 2012 em 5,84%, próxima ao teto da meta (6,5%) e corroeu os ganhos dos investidores no ano que se encerrou. Se os rendimentos nominais de várias aplicações financeiras minguaram com a queda da Selic, a alta dos preços impactou ainda mais o poder de compra dos investidores nacionais.

Para se ter uma ideia, no ano que se encerrou, quem investiu na caderneta de poupança registrou ganho real (rentabilidade nominal descontada a inflação do período) de apenas 0,49% no ano. Ou seja, o investidor apenas manteve o mesmo poder de compra do ano passado. Na mesma linha, o ganho real do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, que baliza o ganho de diversas aplicações de renda fixa) foi de 2,56% em 2012. No entanto, é importante lembrar que este foi o ganho bruto do CDI, que é um indicador. Os investimentos que pagam o CDI muitas vezes cobram imposto de renda e, em alguns casos, possuem taxas de administração, o que faz com que o ganho líquido da aplicação seja bem menor.

“Essa é uma nova realidade no Brasil. Nossa taxa de juros reais está se adequando e tende a atingir patamares mais próximos dos países desenvolvidos, que há muito tempo estão próximas de zero. Os investidores precisam se acostumar com isso e começar a olhar para outras aplicações que possam garantir um retorno melhor”, afirma o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno.

Como se proteger da inflação e ganhar mais
Uma maneira de proteger o seu dinheiro das perdas reais causadas pelo avanço dos preços é aplicar em investimentos que sejam atrelados ou corrigidos pela inflação. No caso dos títulos públicos, as NTN-Bs (Nota do Tesouro Nacional – Série B) paga aos investidores o IPCA acrescido de um cupom fixo de juros. Isso quer dizer que, por mais que a inflação aumente, o investidor sempre terá seu ganho real garantido.

Outros investimentos de renda fixa atrelados ao IPCA também podem ser uma alternativa, mas é importante se atentar para a qualidade do emissor – no caso de debêntures, por exemplo (títulos de dívidas de empresas privadas), é interessante olhar o rating da emissão (classificação de risco emitida por alguma agência classificadora).

Aplicações que possuem correção pelos índices de inflação, como os fundos imobiliários, também podem amenizar o impacto da alta dos preços na sua carteira de ativos. “Olhar para aplicações com rentabilidades corrigidas pela inflação é uma boa. Outro ponto a favor dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda [sobre a rentabilidade], o que também faz uma grande diferença em um cenário de juros mais baixos”, pontua Zeno.

Para alguns especialistas, procurar aplicações mais arriscadas, como a bolsa de valores, também pode ser uma alternativa para garantir uma rentabilidade maior do portfólio neste cenário de juros baixos e inflação mais elevada. O Sócio da AZ aponta que diversificar o portfólio é sempre bom, mas o investidor que optar pela bolsa deve estar preparado para as oscilações deste mercado. “O investidor precisa ter consciência de que a bolsa é bem diferente da renda fixa. O investidor pode perder o principal investido, coisa que não acontece quando investe em aplicações mais conservadoras, por isso é preciso cuidado e muita análise”, aponta.

O gestor da Lecca, Georges Catalão, recomenda para este ano uma exposição a ações defensivas, para que o investidor se proteja da volatilidade da bolsa. “Na categoria de renda variável, a recomendação é investir em estratégias mais defensivas, como Dividendos e Long Biased, que potencializam a capacidade de proteção às oscilações do mercado”, afirma.

Fonte: InfoMoney

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