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PERSPECTIVA:EUA, eurozona e balanços nacionais vão orientar Ibovespa amanhã
05/03/2013

04 de Março de 2013 19h02
Rodolfo Albiero

04/03 19:02 CMA (CMA)  Nr. 1316610200
(PER)
PERSPECTIVA:EUA, eurozona e balanços nacionais vão orientar Ibovespa amanhã
 
   São Paulo, 4 de março de 2013 - A divulgação de indicadores econômicos
nos Estados Unidos, China e Europa deve influenciar no rumo do Ibovespa no
pregão de amanhã, após o principal índice da BM&FBovespa ter registrado hoje
sua segunda queda seguida. No mercado interno, destaque para a divulgação de
balanços corporativos.
 
   O gestor da Humaitá Investimentos, Rafael Barros, afirma que, entre os
dados previstos para amanhã, o índice ISM que mede a atividade do setor de
serviços dos Estados Unidos não deve trazer uma leitura que indique expansão
da atividade. Com isso, indicador deve gerar um viés positivo entre os
investidores, considera. "Os Estados Unidos vêm mostrando sinais saudáveis em
relação à sua economia, apesar da projeção de cortes de gastos mais à
frente", diz.
 
   Na Europa, o instituto de pesquisas Markit Economics divulga o índice dos
gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) revisado sobre a atividade do
setor de serviços da eurozona referente a fevereiro. Ainda no continente
europeu, serão divulgados os dados sobre as vendas no varejo da eurozona em
janeiro. "Os números devem continuar mostrando que a Europa segue com certa
dificuldade em retomar o crescimento da atividade. Somando isso à situação
política na Itália, esse pode ser um ponto de preocupação" afirma Barros. O
gestor da Humaitá destaca ainda a divulgação do PMI referente a fevereiro na
China, medido pelo Markit Economics e o HSBC, que deve ocorrer na noite de
hoje.
 
   Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos, destaca ainda que os
investidores estarão atentos à divulgação de balanços corporativos
relativos ao quarto trimestre do ano passado. Entre os resultados a serem
divulgados ainda hoje, estão previstos os números da BRF, Dasa e Energias do
Brasil. Amanhã, antes da abertura do mercado, América Latina Logística (ALL)
e Itaúsa divulgam seus balanços referentes ao exercício de 2012.
 
   Ainda no cenário interno, Zeno ressalta que terá início o primeiro dia de
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para
definição da Selic (taxa básica de juros) que irá vigorar pelos próximos 45
dias. Apesar de projetar que a taxa deve ser mantida em 7,25% ao ano, seguindo
a principal aposta do mercado, ele afirma que os investidores aguardam para ver
se a decisão do comitê trará alguma nova sinalização sobre o futuro dos
juros no País.
 
   O Ibovespa fechou o pregão de hoje com queda de 0,68%, aos 56.499 pontos,
pressionado por notícias do mercado chinês. O volume negociado na bolsa
brasileira foi de R$ 6,5 bilhões. O aumento significativo de impostos e de
exigências mais rígidas para financiamentos imobiliários na China, medidas
implantadas pelo governo para tentar conter a alta no preço das moradias, puxou
para baixo as ações das empresas ligadas a commodities ao redor do mundo. "O
medo do mercado é por um impacto mais forte no crescimento chinês, fazendo o
país desacelerar além do necessário. Os próximos dados de atividade, que
serão divulgados daqui a 30 dias, serão acompanhados com muita atenção",
salienta o gestor da Humaitá.
 
   O pessimismo se refletiu no Brasil, influenciando a forte queda dos papéis
da Vale e penalizando o Ibovespa, de acordo com Zeno. As PNAs da Vale (VALE5)
caíram 3,40%, a R$ 34,05, registrando o maior giro financeiro do dia, de R$
777,657 milhões.
 
   A maioria dos papéis do setor petrolífero também teve um dia negativo,
"a reboque" da tendência de queda entre as commodities, afirma Barros. As
preferenciais da Petrobras (PETR4) cederam 2,36%, a R$ 16,50, movimentando R$
583,720 milhões, e as ordinárias da OGX (OGXP3) perderam 4,60%, a R$ 2,90, com
volume de R$ 356,260. No caso da companhia do Grupo EBX, pesou ainda
negativamente o corte do Deutsche Bank em seu preço-alvo para as ações da
petrolífera, de R$ 3,80 para R$ 2.
 
   Nos Estados Unidos, os índices do mercado de ações encerraram as
negociações dessa segunda-feira em campo positivo. O Dow Jones teve alta de
0,27%, para 14.127,82 pontos, o S&P 500 subiu 0,46%, para 1.525,20 pontos, e o
Nasdaq Composto avançou 0,39%, em 3.182,03 pontos.
 
    Rodolfo Albiero / Agência CMA
 
    Edição: Laelya Longo
 
A divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos, China e Europa
deve influenciar no rumo do Ibovespa no pregão de amanhã, após o principal
índice da BM&FBovespa ter registrado hoje sua segunda queda seguida.
No mercado interno, destaque para a divulgação de balanços corporativos.
 
O gestor da Humaitá Investimentos, Rafael Barros, afirma que, entre os
dados previstos para amanhã, o índice ISM que mede a atividade do setor de
serviços dos Estados Unidos não deve trazer uma leitura que indique expansão
da atividade. Com isso, indicador deve gerar um viés positivo entre os
investidores, considera. "Os Estados Unidos vêm mostrando sinais saudáveis em
relação à sua economia, apesar da projeção de cortes de gastos mais à
frente", diz.
 
Na Europa, o instituto de pesquisas Markit Economics divulga o índice dos
gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) revisado sobre a atividade do
setor de serviços da eurozona referente a fevereiro. Ainda no continente
europeu, serão divulgados os dados sobre as vendas no varejo da eurozona em
janeiro. "Os números devem continuar mostrando que a Europa segue com certa
dificuldade em retomar o crescimento da atividade. Somando isso à situação
política na Itália, esse pode ser um ponto de preocupação" afirma Barros. O
gestor da Humaitá destaca ainda a divulgação do PMI referente a fevereiro na
China, medido pelo Markit Economics e o HSBC, que deve ocorrer na noite de
hoje.
 
Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos, destaca ainda que os
investidores estarão atentos à divulgação de balanços corporativos
relativos ao quarto trimestre do ano passado. Entre os resultados a serem
divulgados ainda hoje, estão previstos os números da BRF, Dasa e Energias do
Brasil. Amanhã, antes da abertura do mercado, América Latina Logística (ALL)
e Itaúsa divulgam seus balanços referentes ao exercício de 2012.
 
Ainda no cenário interno, Zeno ressalta que terá início o primeiro dia de
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para
definição da Selic (taxa básica de juros) que irá vigorar pelos próximos 45
dias. Apesar de projetar que a taxa deve ser mantida em 7,25% ao ano, seguindo
a principal aposta do mercado, ele afirma que os investidores aguardam para ver
se a decisão do comitê trará alguma nova sinalização sobre o futuro dos
juros no País.
 
O Ibovespa fechou o pregão de hoje com queda de 0,68%, aos 56.499 pontos,
pressionado por notícias do mercado chinês. O volume negociado na bolsa
brasileira foi de R$ 6,5 bilhões. O aumento significativo de impostos e de
exigências mais rígidas para financiamentos imobiliários na China, medidas
implantadas pelo governo para tentar conter a alta no preço das moradias, puxou
para baixo as ações das empresas ligadas a commodities ao redor do mundo. "O
medo do mercado é por um impacto mais forte no crescimento chinês, fazendo o
país desacelerar além do necessário. Os próximos dados de atividade, que
serão divulgados daqui a 30 dias, serão acompanhados com muita atenção",
salienta o gestor da Humaitá.
 
O pessimismo se refletiu no Brasil, influenciando a forte queda dos papéis
da Vale e penalizando o Ibovespa, de acordo com Zeno. As PNAs da Vale (VALE5)
caíram 3,40%, a R$ 34,05, registrando o maior giro financeiro do dia, de R$
777,657 milhões.
 
A maioria dos papéis do setor petrolífero também teve um dia negativo,
"a reboque" da tendência de queda entre as commodities, afirma Barros. As
preferenciais da Petrobras (PETR4) cederam 2,36%, a R$ 16,50, movimentando R$
583,720 milhões, e as ordinárias da OGX (OGXP3) perderam 4,60%, a R$ 2,90, com
volume de R$ 356,260. No caso da companhia do Grupo EBX, pesou ainda
negativamente o corte do Deutsche Bank em seu preço-alvo para as ações da
petrolífera, de R$ 3,80 para R$ 2.
 
Nos Estados Unidos, os índices do mercado de ações encerraram as
negociações dessa segunda-feira em campo positivo. O Dow Jones teve alta de
0,27%, para 14.127,82 pontos, o S&P 500 subiu 0,46%, para 1.525,20 pontos, e o
Nasdaq Composto avançou 0,39%, em 3.182,03 pontos. 
 

Fonte: Agência CMA

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