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Resultados e mais 4 eventos não deixarão volatilidade fora da bolsa na semana
10/02/2014

07 de Fevereiro de 2014 19h06
Paula Barra

 

O Ibovespa deixou para trás um amargo janeiro (o pior desde 1995) para iniciar fevereiro um pouco mais animado. Após um longo mergulho, o índice parece ter esgotado seu fôlego para buscar por um breve respiro. Foram cinco quedas semanais consecutivas para só assim conseguir encerrar uma semana no positivo (+0,91%). Não que os dados econômicos domésticos tenham melhorado ou que as incertezas sobre os emergentes tenham se dissipado, mas cada vez mais encontram-se adeptos de que a bolsa brasileira já precifica todo esse pessimismo. No ano, o benchmark registra queda de  6,67%.
Há um certo mal-estar dos investidores quanto à condução da política econômica, o que vem afetando o comportamento e as decisões financeiras dos agentes. Mas parece que as quedas recentes já precificam esse cenário e podemos ver nas próximas semanas a continuidade de uma ligeira recuperação da bolsa brasileira, disse Ricardo Zeno, diretor da AZ Investimentos. "É um ano de cautela, mas grande parte dessa incerteza em relação ao Brasil já foi precificada". 
Isso não significa, contudo, um mercado mais "calmo". A volatilidade deve continuar a marcar as próximas sessões, principalmente com a temporada de resultados corporativos ganhando força e o vencimento de opções sobre o Ibovespa na quarta-feira, 12. Entretanto, a forte retirada de recursos do investidores estrangeiros na Bovespa que marcou o início desse ano parece estar se esgotando, comentou Zeno.
A visão de que já está na "conta" da bolsa brasileira todo o pessimismo com as economias emergentes, no entanto, não é unânime. Do lado oposto, Mark Mobius, gestor de fundos que somam US$ 50 bilhões aplicados em ativos de países emergentes, disse nesta sexta-feira, em entrevista à Bloomberg, que o momento de fortes turbulências - e quedas acentuadas -  ainda não chegou ao fim. "O sentimento negativo está em seu devido lugar, então você pode esperar muito mais vendas. Estamos observando, mas não comprando neste momento. Os preços podem cair mais ou levar algum tempo para estabilizarem", afirmou Mobius, chairman da Templeton, em discórdia com a visão de Jim O'Neill, criador do termo BRICS, que enxerga o momento como oportuno para compras. 
Nesta semana, JPMorgan e Credit Suisse revisaram para baixo suas projeções da atividade econômica brasileira: ambos estimam crescimento de 1,5% para o PIB em 2014 – antes 2% e 2,1%, respectivamente -, em meio ao quadro mais cético com relação ao desempenho dos países emergentes no novo panorama mundial. 
O que olhar na economia
Na semana seguinte, três itens econômicos ajudarão a dar um norte ao mercado. Por aqui, o mais importante será o IBC-Br, considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) e que será divulgado na sexta-feira. "Esse dado vai definir o índice de atividade do Banco Central e deve referendar um quadro de desempenho fraco do Brasil no último trimestre. Isso deve reforçar as projeções de uma economia crescendo 2,2% em 2013", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica. 
O segundo item a ser olhado com atenção é a China. Dados importantes do gigante asiático devem ser acompanhados de perto, principalmente os da exportação, para saber o quanto o país está sendo beneficiado pela recuperação dos mercados desenvolvidos, e os da importação, que trará uma resposta de como anda a demanda chinesa. 
Por fim, nos Estados Unidos, o principal evento será o testemunho da Janet Yellen, o primeiro no comando do Federal Reserve. A economista será recebida no Congresso norte-americano dia 11 para prestar testemunho ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara e entregar o relatório semestral de política monetária. Segundo Rosa, esse testemunho será de extrema importância pois, além de fazer uma boa análise da economia, ela vai dar detalhamentos do programa de retirada de estímulos da economia dos Estados Unidos. 
Temporada de balanços
A temporada de balanços corporativos, que até essa semana seguia morna, com o destaque basicamente para a divulgação dos números dos grandes bancos, ganha força a partir da próxima segunda-feira. Serão ao todo 18 resultados na semana seguinte. 

Atenção deve estar voltada para prévia do PIB brasileiro, testemunho de Yellen no Congresso dos EUA e dados da economia chinesa

O Ibovespa deixou para trás um amargo janeiro (o pior desde 1995) para iniciar fevereiro um pouco mais animado. Após um longo mergulho, o índice parece ter esgotado seu fôlego para buscar por um breve respiro. Foram cinco quedas semanais consecutivas para só assim conseguir encerrar uma semana no positivo (+0,91%). Não que os dados econômicos domésticos tenham melhorado ou que as incertezas sobre os emergentes tenham se dissipado, mas cada vez mais encontram-se adeptos de que a bolsa brasileira já precifica todo esse pessimismo. No ano, o benchmark registra queda de 6,67%.

Há um certo mal-estar dos investidores quanto à condução da política econômica, o que vem afetando o comportamento e as decisões financeiras dos agentes. Mas parece que as quedas recentes já precificam esse cenário e podemos ver nas próximas semanas a continuidade de uma ligeira recuperação da bolsa brasileira, disse Ricardo Zeno, diretor da AZ Investimentos. "É um ano de cautela, mas grande parte dessa incerteza em relação ao Brasil já foi precificada". 

Isso não significa, contudo, um mercado mais "calmo". A volatilidade deve continuar a marcar as próximas sessões, principalmente com a temporada de resultados corporativos ganhando força e o vencimento de opções sobre o Ibovespa na quarta-feira, 12. Entretanto, a forte retirada de recursos do investidores estrangeiros na Bovespa que marcou o início desse ano parece estar se esgotando, comentou Zeno.

A visão de que já está na "conta" da bolsa brasileira todo o pessimismo com as economias emergentes, no entanto, não é unânime. Do lado oposto, Mark Mobius, gestor de fundos que somam US$ 50 bilhões aplicados em ativos de países emergentes, disse nesta sexta-feira, em entrevista à Bloomberg, que o momento de fortes turbulências - e quedas acentuadas -  ainda não chegou ao fim. "O sentimento negativo está em seu devido lugar, então você pode esperar muito mais vendas. Estamos observando, mas não comprando neste momento. Os preços podem cair mais ou levar algum tempo para estabilizarem", afirmou Mobius, chairman da Templeton, em discórdia com a visão de Jim O'Neill, criador do termo BRICS, que enxerga o momento como oportuno para compras. 

Nesta semana, JPMorgan e Credit Suisse revisaram para baixo suas projeções da atividade econômica brasileira: ambos estimam crescimento de 1,5% para o PIB em 2014 – antes 2% e 2,1%, respectivamente -, em meio ao quadro mais cético com relação ao desempenho dos países emergentes no novo panorama mundial. 

O que olhar na economia
Na semana seguinte, três itens econômicos ajudarão a dar um norte ao mercado. Por aqui, o mais importante será o IBC-Br, considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) e que será divulgado na sexta-feira. "Esse dado vai definir o índice de atividade do Banco Central e deve referendar um quadro de desempenho fraco do Brasil no último trimestre. Isso deve reforçar as projeções de uma economia crescendo 2,2% em 2013", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica. 

O segundo item a ser olhado com atenção é a China. Dados importantes do gigante asiático devem ser acompanhados de perto, principalmente os da exportação, para saber o quanto o país está sendo beneficiado pela recuperação dos mercados desenvolvidos, e os da importação, que trará uma resposta de como anda a demanda chinesa. 

Por fim, nos Estados Unidos, o principal evento será o testemunho da Janet Yellen, o primeiro no comando do Federal Reserve. A economista será recebida no Congresso norte-americano dia 11 para prestar testemunho ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara e entregar o relatório semestral de política monetária. Segundo Rosa, esse testemunho será de extrema importância pois, além de fazer uma boa análise da economia, ela vai dar detalhamentos do programa de retirada de estímulos da economia dos Estados Unidos. 

Temporada de balanços
A temporada de balanços corporativos, que até essa semana seguia morna, com o destaque basicamente para a divulgação dos números dos grandes bancos, ganha força a partir da próxima segunda-feira. Serão ao todo 18 resultados na semana seguinte. 

 

 

Fonte: Infomoney

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