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Petrobras e fusão de empresas de educação fazem Bolsa subir 0,68%
07/05/2014

07 de Maio de 2014 09h54
ANA PAULA RIBEIRO

Expectativa em relação à estatal e mudança nos termos de troca de ações entre Kroton e Anhangueram deixam o Ibovespa acima dos 54 mil pontos. Dólar opera em leve queda

Os eventos corporativos dão o tom ao Ibovespa, principal índice de ações da BM&F Bovespa, nesta quarta-feira. Após iniciar o dia em leve queda, a Bolsa registrava às 15h25 alta de 0,68%, chegando aos 54.143 pontos.

Um dos fatores que mais pressionam o índice hoje é a expectativa em relação a Petrobras. O papel tem reagido bem às pesquisas eleitorais e os investidores esperam a divulgação de uma nova coleta de dados do Datafolha. Se for confirmada uma queda nas intenções de votos para a presidente Dilma Rousseff, as ações da estatal devem continuar em tendência de alta. Há pouco, eram negociadas a R$ 18,79, alta de 3,02%.

— É uma forma do mercado bater de frente com governo —, afirmou Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora. No caso da Petrobras, o analista lembra que é o papel mais negociado hoje, com uma participação de 12,25% do total do pregão desta quarta-feira.

Mas as ações que estão liderando a alta do Ibovespa nesta quarta-feira são do setor de educação. A Kroton opera em alta de 4,87%, a R$ 53,80, e a Anhanguera sobe 4,87%, negociada a R$ 53,80. A razão para esse movimento é que as duas empresas, que estão em processo de fusão, anunciado há um ano, anunciaram pela manhã um ajuste nos termos de troca, em que serão ofertados menos ações da Kroton em troca dos papéis da Anhanguera.

Entre as maiores quedas estão a Suzano (-4,04%), Eletrobras (-2,96%) e a Ambev (-2,34%). No caso da Ambev, o que pesou foi o fato da fabricante de bebidas anunciar que irá reduzir os investimentos por conta do aumento de imposto que passará a vigorar em 1º de junho.

— A Ambev é uma ação defensiva, que deveria atrair investidores nesse momento, mas isso não aconteceu. As ações dela ainda sofrem com a notícia do aumento do imposto —, avalia Figueredo.

Volatilidade

Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, acredita que embora as notícias corporativas pesem mais em determinados momentos, o que continuará a influenciar mais na Bolsa será o noticiário político, com as reações a cada nova pesquisa eleitoral

— A tendência tem sido essa porque os agentes de mercado estão bem avessos ao governo atual —, disse, mas lembrando que não deve chegar ao nível do que ocorreu em 2002, quando Luis Inácio Lula da Silva despontava como o favorito.

Além da volatilidade por conta das eleições, os eventos externos também continuam no radar, como a situação entre Rússia e Ucrânia e a recuperação dos Estados Unidos.

Para Lucas Ronzani, analista da Um Investimentos, os negócios de hoje também foram marcados pela expectiva, logo após a abertura do pregão, do pronunciamento da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, ao Congresso dos Estados Unidos. Ela afirmou que os juros ainda irão demorar a subir e que a situação do mercado de emprego, com uma taxa de desemprego de 6,3%, ainda não está em um nível satisfatório.

— Uma sinalização de medidas para sustentar e impulsionar a economia norte-americana, mas sem acelerar a retirada de estímulos, seria benéfica para todos os emergentes — explicou Ronzani.

Dólar

Os negócios com o dólar comercial abriram em alta em relação ao real na manhã desta quarta-feira, mas migraram para o terreno negativo. Às 15h25, a moeda norte-americana tinha queda de 0,35%, cotada a R$ 2,2190 na compra e a R$ 2,2210 na venda. Na máxima, a moeda chegou a R$ 2,236 e, na mínima, a R$ 2,220.

O Banco Central (BC) anunciou que vendeu quatro mil contratos na operação de swap cambial, que equivalem a uma venda de dólar no mercado futuro. Esses contratos correspondem a um valor de US$ 198,6 milhões e vencem em 2 de março do ano que vem. No entanto, para os contratos com vencimento em 1º de dezembro deste ano, nenhuma proposta foi aceita. Também houve rolagem de 5 mil contratos, no valor de US$ 247,7 milhões, que venceriam em 2 de junho. Eles foram postergados para 1º de abril de 2015 e 1º de julho de 2015.

Também hoje, a autoridade monetária anunciou que o fluxo cambial para o país ficou positivo em US$ 2,8 bilhõe sem abril, ou seja, a entrada de dólares foi maior que a saída. De janeiro até a última sexta-feira, o país recebeu US$ 5,6 bilhões, já descontadas todas as saídas. No mesmo período do ano passado, o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,4 bilhões.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,89%, cotado a R$ 2,22 na venda.

Fonte: Infoglobo

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