News - Briefing de Mercado

Ibovespa perde fôlego e passa a operar próximo da estabilidade
16/05/2014

16 de Maio de 2014 10h27
Ana Paulo Ribeiro

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, iniciou as operações desta sexta-feira em alta, mas perdeu fôlego e já está próximo da estabilidade. Às 11h23, o índice registrava leve alta de 0,05%, aos 53.883 pontos.

Na quinta-feira, em dia de aversão global ao risco, o Ibovespa terminou o pregão em queda de 1% e o dólar apresentou apreciação diante do real e de outras moedas de países emergentes.

Ajudaram no movimento de hoje os resultados do setor elétrico. Na quinta-feira, após o fechamento dos mercados, a Eletrobras anunciou que registrou lucro líquido de R$ 986 milhões no primeiro trimestre do ano. Já a Cemig também superou as expectativas e anunciou lucro de R$ 1,25 bilhão. Outra com bom resultado foi a Cesp, que dobrou o resultado, para R$ 844,8 milhões.

É o setor que lidera as altas no Ibovespa. As ordinárias (com direito a voto) da Eletrobras sobem 3,21% e as preferenciais (sem direito a voto) avançam 1,57%. A Light registra alta de 1,91%. Outra variação positiva significativa é da Sabesp, que sobe 2,27%. Entre as maiores quedas no índice, estão a Oi e a Vale, que recuam, respectivamente, 3,27% e 2,60%.

Para o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, o pregão desta sexta-feira ficará muito pressionado por conta do vencimento de opções sobre ações, que ocorre na segunda-feira. Os investidores têm até o final do dia para acertar as suas posições de compra e venda, gerando instabilidade e deixando o índice sem uma trajetória definida.

— Hoje o Ibovespa tende a se descolar dos mercados globais por conta do vencimentos de opções sobre ações - explica Zeno.

Em geral, são as ações da Petrobras e Vale as que mais movimentam os negócios por conta das opções. Um operador de uma corretora afirmou que há uma pressão sobre as ações da petrolífera entre os comprados e vendidos, levando instabilidade aos negócios, já que a estatal é uma das mais negociadas e com peso relevante na composição do Ibovespa. As preferenciais da Petrobras estavam estáveis, cotadas a R$ 18,03 e as ordinárias registrava queda de 0,70%, para R$ 16,91.

No mercado externo, as bolsas americanas recuam. A Dow Jones apresenta queda de 0,11%, o Nasdaq cai 0,48% e o S&P 500 registra perdas de 0,25%. Na Europa, os principais índices da Bolsa de Paris e de Londres operavam estáveis. Já o Dax, da Alemanha, recuava 0,43%.

Câmbio recua

O dólar comercial recua diante do real. Às 11h19, a moeda americana era cotada a R$ 2,2110 na compra e a R$ 2,2130 na venda, queda de 0,36%. Nos negócios desta sexta-feira, a máxima foi de R$ 2,2200 e a mínima de R$ 2,2090.

Já em relação ao câmbio, as negociações devem repercutir os indicadores internos também. O indicador de atividade do Banco Central, o IBC-Br, mostrou alta de 0,27% no primeiro trimestre, acima do esperado por analistas, que era de 0,1% de avanço. O indicador é uma espécie de prévia do PIB, embora não tenha a mesma metodologia.

Para o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme, a volatilidade dos últimos dias ocorre porque os preços dos ativos atingiram, tanto no exterior quanto no Brasil, parâmetros de preços que se distanciaram dos fundamentos.

— Dessa forma, ficaram sujeitos a movimentos de realização de lucro estimulados por más noticias, e que pela precipitação poderão ocorrer de forma desordenada até com as características de efeito manada — diz. A realização de lucros é quando há um forte movimento de venda de ativos, moeda estrangeira ou ações, por exemplo, e os preços caem.

Fonte: Infoglobo

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