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Bolsa sobe com força após queda de intenção de voto para Dilma em pesquisa Datafolha
06/06/2014

06 de Junho de 2014 10h22
Rennan Setti

Petrobras avança 6%, acompanhando outras estatais; dólar cai para R$ 2,243

RIO — A Bolsa brasileira sobe com força nesta sexta-feira, depois de pesquisa eleitoral Datafolha mostrar queda nas intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff e redução de sua vantagem sobre o candidato da oposição Aécio Neves (PSDB) em um possível segundo turno. O índice de referência Ibovespa avançava 2,69% às 12h, aos 52.941 pontos.

 

Se fechar neste mesmo patamar, será a maior alta desde 2 de abril, quando encerrou com avanço de 2,84%, também impulsionado por uma pesquisa eleitoral. A alta é a maior do dia entre as principais Bolsas do mundo. O indicador chegou a ultrapassar 3% no início do pregão.

Mais sensíveis ao cenário político, são as ações de estatais que puxam a alta. As ações preferenciais da Petrobras (sem, direito a voto) sobem 6,12%, enquanto os papeis ordinários têm alta de 5,74%. O Banco do Brasil registra alta de 4,74%, e a Eletrobras sobe 5,65% (ordinária) e 4,77% (preferencial).

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— Mais uma vez, o mercado reage com otimismo à perspectiva de um segundo turno, à espera de mudanças na política econômica — disse Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos. — É o resultado da pesquisa que vai guiar o pregão hoje.

Já a Vale, uma das principais empresas do Ibovespa, se expande 1,80% (preferenciais) e 1,39% (ordinárias). Na avaliação de Zeno, a alta da mineradora é mais tímida que a do resto da Bolsa porque a companhia segue pressionada com o baixo preço do minério de ferro.

Majoritariamente crítico à política econômica da presidente Dilma, o mercado financeiro tem reagido positivamente às quedas da candidata à reeleição nas pesquisas. A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostra que as intenções de voto para Dilma caíram de 37% para 34%. As intenções de voto para Aécio Neves oscilaram de 20% para 19%, enquanto as para Eduardo Campos (PSB) despencou de 11% para 7%.

Em um virtual segundo turno entre Dilma e Aécio, as intenções de voto para a presidente foram de 46%, enquanto as para o oposicionista foram de 38%. Essa vantagem de oito pontos percentuais era de 11 em maio e de 27 em fevereiro.

Câmbio em queda

O dólar comercial opera em queda de 0,79%, cotado a R$ 2,241 para compra e R$ 2,243 para venda.

Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a queda reflete tanto a conjuntura econômica global quanto a pesquisa eleitoral. Na opinião dele, os dados divulgados nesta sexta-feira sobre emprego nos EUA mostraram que a situação americana ainda é frágil — embora a geração de 217 mil vagas em maio tenha vindo ligeiramente acima da expectativa do mercado financeiro.

— Isso faz com que vá para o espaço a expectativa de que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) elevasse os juros ainda este ano. Além disso, os investidores reagem à queda dos juros na Europa (anunciada na quinta) — explicou Galhardo. — Isso tudo reduz a aversão ao risco e atrai capital estrangeiro para países com juros altos, como o Brasil.

Fonte: Infoglobo

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