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Volatilidade nas ações da Petrobras deixa Bolsa instável; Vale sobe com força
26/06/2014

26 de Junho de 2014 10h26
RENNAN SETTI

Mineradora é favorecida por elevação no preço internacional do minério de ferro, seu principal produto.

A Bolsa brasileira vive pregão instável nesta quinta-feira, apesar de avanço significativo na Vale por causa do minério de ferro mais caro no mercado global. Mais uma vez, pressiona a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) o desempenho da Petrobras. A estatal acumulou queda de 7,5% em dois dias após ter sido contratada para explorar reservas excedentes no pré-sal da Bacia de Santos, e hoje apresenta forte volatilidade, migrando com frequência entre os terrenos positivo e negativo.

O índice de referência Ibovespa subia 0,52%, aos 53.705 pontos, às 11h30m. Na quarta-feira, a Bolsa recuou 1,58%, também prejudicada pelo tombo nos papéis da Petrobras. O dólar comercial apresenta valorização de 0,27%, cotado a R$ 2,210 para compra e a R$ 2,212 para venda.

A petrolífera começou o pregão em recuperação, mas em menos de uma hora voltou a cair com força. No fim da manhã, porém, voltou a operar em alta. Suas ações ordinárias (com direito a voto) sobem 0,12%, enquanto as preferenciais avançam 0,11%. Entre segunda e quarta-feira, os papéis acumularam queda de 7,5%. Os investidores temem que o novo contrato com o governo eleve o já alto nível de endividamento da companhia.

Tudo o que acontece com a Petrobras, seja positivo ou negativo, está sendo amplificado pelo mercado nesse contexto eleitoral. A empresa é alvo de oposição política, então continuará sofrendo instabilidade — disse Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

As ações da Vale dão a maior contribuição positiva para o Ibovespa, subindo 2,82% (ordinárias, com direito a voto) e 2,28% (preferenciais, sem voto). O desempenho da companhia reflete a alta de 1,7% registrada hoje no preço internacional do minério de ferro, que atingiu US$ 95,30, maior valor desde 29 de maio. A empresa brasileira é a maior produtora de minério de ferro do mundo.

Além disso, a companhia começou a oferecer descontos em carregamentos da matéria-prima de siderúrgicas para o principal consumidor, a China, se juntando a rivais australianas em redução de preços após um aumento global na produção.

— Como a demanda chinesa está menor, é melhor vender por menos do que não vender — comentou Zeno.

BC REDUZ PREVISÃO PARA PIB, E AÇÕES DE CONSUMO CAEM

Nesta quinta-feira, relatório trimestral de inflação do Banco Central, seu principal documento, informou que a projeção para a expansão da economia este ano caiu de 2% para 1,6%. Já a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 6,1% para 6,4%. Os técnicos da autoridade monetária ainda apostam que a inflação romperá o teto da meta do governo no terceiro trimestre. De acordo com o Banco Central, a inflação deve chegar a 6,6% no auge do período eleitoral.

Ações do setor de consumo reagiram ao pessimismo. A Natura recua 1,80%, enquanto o Pão de Açúcar cai 0,62%. Já as ações da rede de lojas de roupa Hering estão valendo 1,01% menos. O setor de construção também opera no negativo. A PDG cai 1,91% e a MRV, 1,22%.

WALL STREET E EUROPA RECUAM

Nos mercados globais, o clima é de pessimismo. Relatório desapontador sobre o consumo na economia americana faz com que praticamente todos os índices internacionais estejam em baixa. O Euro Stoxx, índice de referência na Europa, cai 0,77%, e a Bolsa de Londres recua 0,11%. O índice Dow Jones recua 0,55% e o Nasdaq, 0,44%.

 

 

Fonte: Globo

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