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Bolsa cai acompanhando mercados globais; Oi tem maior queda depois de rebaixamento pela Fitch
17/07/2014

17 de Julho de 2014 13h15
Rennan Setti

A Bolsa brasileira apresenta queda nesta quinta-feira, no pregão seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que manteve em 11% ao ano a taxa básica de juros, a Selic. A manutenção já era esperada pelo mercado financeiro. A queda acompanha os mercados globais, que reagem negativamente à imposição de novas sanções à Rússia pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE) por causa do conflito na Ucrânia. Às 12h01m, o índice de referência Ibovespa recuava 0,54%, aos 55.416 pontos.

Entre as ações, a Oi apresenta a maior desvalorização do Ibovespa, de 3,41%. A queda acontece depois de a companhia ter subido quase 13% na véspera e após a agência de classificação de risco Fitch ter rebaixado sua avaliação de crédito da operadora brasileira e de sua sócia Portugal Telecom para “junk” (grau especulativo). O rebaixamento foi feito depois de a portuguesa não ter recebido pagamento de € 847 milhões (R$ 2,5 bilhões) da RioForte. As duas companhias estão em processo de fusão e, após o calote, firmaram acordo para garantir a união, reduzindo a participação da PT na nova empresa.

O rating das dívidas de longo prazo da Oi da PT foi cortado de “BBB-” para “BB+”. Com isso, as operadoras deixam de ter o chamado “grau de investimento” e entram na zona de “grau especulativo” — ou seja, não são seguras para se investir na opinião da Fitch.

“O rebaixamento reflete, principalmente, o perfil financeiro da empresa que surgirá da fusão entre Oi e PT, que não é capaz de sustentar classificação de grau de investimento”, disse a Fitch, em comunicado.

A volatilidade dos papéis da Oi vai continuar. O rebaixamento pela Fitch é só mais um ponto negativo para todo o noticiário que prejudica o desempenho das ações, que estão especulativas há algum tempo —avaliou Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

A Petrobras tem queda de 0,05% nas ações ordinárias (com direito a voto) e de 0,62% nas preferenciais (sem voto). Já a Vale recua 0,93% (ordinárias) e 1,12% (preferenciais).

DÓLAR REAGE A PREVISÕES SOBRE JUROS

O dólar comercial apresenta valorização de 0,72%, cotado a R$ 2,236 para compra e a R$ 2,238 para venda. Segundo analistas, a moeda sobe com a percepção de que o Banco Central poderá reduzir os juros em sua próxima reunião. Isso reduziria a entrada no Brasil de investidores estrangeiros que buscam lucrar com as altas taxas daqui, diminuindo a quantidade de dólares circulando na economia. Além disso, o fluxo cambial ficou negativo em R$ 5,43 bilhões entre 1º e 11 de julho, informou ontem o BC.

— A decisão do Copom era esperada, mas ele usou a expressão “neste momento” na nota que divulgou. Os investidores estão lendo nas entrelinhas que isso indicaria uma mudança de postura na política monetária. Como a atividade econômica vem acumulando dados ruins, o provável é que essa mudança seja para baixo — explicou Ricardo Zeno.

Por causa dessa aposta, os juros futuros apresentam queda hoje. O contrato DI com vencimento em janeiro de 2015 recua de 10,76% para 10,72%.

As Bolsas globais caem, reagindo às novas sanções impostas por EUA e UE à Rússia devido ao conflito na Ucrânia. Companhias russas foram impedidas de acessar mercado de ações e da dívida para novas emissões com prazo superior a 90 dias nos EUA, em medida que deve elevar para elas o custo de contratação de empréstimo e limitar financiamento de médio e longo prazo em dólar.

O índice Dow Jones opera estável. O S&P 500 recua 0,10%, enquanto a Nasdaq cai 0,19%. Na Europa, a Bolsa de Londres cai 0,34%, e a de Paris tem baixa de 0,40%. A de Frankfurt apresenta desvalorização de 0,27%

Fonte: O Globo

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