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Bolsa cai puxada por Vale, companhias elétricas e empresas de telefonia
05/08/2014

05 de Agosto de 2014 15h57
Rennan Setti

Dólar comercial tem valorização de 1,10%, cotado a R$ 2,287

Após passar o dia em oscilação, a Bolsa brasileira se estabeleceu no terreno negativo no meio da tarde desta terça-feira. O pessimismo com a desaceleração do setor de serviços da China, principal parceiro comercial brasileiro está anulando o avanço de Petrobras e dos bancos — sobretudo o Itaú, que teve lucro recorde no segundo trimestre. O índice de referência Ibovespa caía 0,62%, aos 56.264 pontos, às 15h52m.

O dólar comercial tem valorização de 1,10%, cotado a R$ 2,285 para compra e R$ 2,287 para venda. Segundo a agência Bloomberg, o real tem a maior perda frente ao dólar entre as 16 principais moedas do mundo. Mas o movimento de alta da divisa americana é global, avançando sobre 11 das 16 moedas pesquisadas.

As ações do Itaú Unibanco têm o maior impacto positivo do pregão, com alta de 2%. O banco informou hoje que teve lucro recorde no segundo trimestre, apoiado no efeito de maiores taxas de juros nas operações de crédito, no controle da inadimplência e em maiores receitas com serviços. O maior banco privado do país anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de R$ 4,899 bilhões no período, alta de 36,7% ante mesma etapa de 2013. O braço de investimento do grupo, a Itausa, tem a segunda maior alta, de 1,89%.

Já a Petrobras tem valorização de 0,27% (ON, com voto) e 0,92% (PN, sem voto). Itaú e Petrobras têm o maior peso no índice Ibovespa.

— Começaram a circular no mercado rumores sobre pesquisa eleitoral Ibope que deve sair a partir da quinta-feira e também sobre o balanço financeiro da própria Petrobras, que será divulgado na sexta. Esses boatos afetam os papéis da companhia — disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

SETOR DE TELEFONIA TEM QUEDA FORTE

O indicador chinês puxa para baixo as ações da Vale, que tem a China como maior compradora do minério de ferro que produz. As ações da mineradora recuam 1,12% (ON, com direito a voto) e 1,11% (PN, sem voto). O crescimento do setor de serviços da China desacelerou com força em julho para o nível mais lento em quase nove anos, mostrou nesta terça-feira a pesquisa Índice de Gerentes Compras (PMI, na sigla em inglês). O número indica que a recuperação da economia ainda é frágil e pode precisar de mais suporte do governo.

As maiores quedas percentuais estão concentradas no setor de telecomunicações. As ações da Vivo caem 6,16% depois que sua controladora espanhola, a Telefônica, ofereceu R$ 20,1 bilhões para comprar a GVT, unidade brasileira da francesa Vivendi. A TIM recua 7,02%, e a Oi cai 5,51% na véspera da divulgação do seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre.

— A ação da Oi continua procurando um ponto de equilíbrio para o seu preço, depois dos eventos com a Portugal Telecom — afirmou Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos, que resumiu a tônica do dia no mercado: — Hoje, a alta de Itaú e Petrobras acaba amenizando a queda provocada pela economia chinesa.

O setor elétrico também puxa para baixo o pregão. A Cemig cai 2,11%, a CPFL tem baixa de 2,54%, a Copel registra queda de 2,32% e a Light apresenta desvalorização de 2,19%.

WALL STREET TAMBÉM CAI COM DADO CHINÊS

Na Europa, as ações avançaram puxadas por resultados financeiros de companhias como BMW e Crédit Agricole. A Bolsa de Frankfurt teve alta de 0,39%, enquanto Londres avançou 0,07%. Wall Street opera em queda, também afetada pelo dado decepcionante vindo da China e pela desvalorização da varejista Target. O Dow Jones cai 0,50%, o índice S&P 500 recua 0,46% e o Nasdaq tem retração de 0,60%.

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Fonte: O Globo

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