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Petrobras intensifica perdas com pesquisa eleitoral e expectativa sobre o balanço
07/08/2014

07 de Agosto de 2014 15h04
Ana Paulo Ribeiro

Com queda da estatal, Ibovespa recua 0,64% no pregão desta quinta-feira

A desvalorização das ações da Petrobras nessa sexta-feira se acentua, fazendo com que a Bolsa brasileira se firme no terreno negativo. Às 14h58, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, operava em queda de 0,64%, aos 56.126 pontos - na máxima do pregão, atingiu 56.922 pontos. Já o dólar comercial sobe 0,65%, cotado a R$ 2,2890.

Segundo analistas, são três as razões para a queda das ações da estatal: expectativa em relação a uma nova pesquisa eleitoral; a divulgação dos resultados do segundo trimestre, na sexta-feira após o fechamento dos mercados; e um movimento de correção, após ter subido muito nos últimos pregões.

Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, esses fatores intensificam a especulação com o papel. Já Alan Oliveira, analista da Futura Invest, a queda no preço das ações da estatal é natural no pregão desta quinta-feira. Isso porque esses papéis tem subido a um ritmo bem superior ao do Ibovespa.

— A Petrobras está caindo, mas é apenas uma correção, já que ela subiu mais que o índice na semana — afirmou. Na semana até quarta-feira, as preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras acumulavam alta de 6,8% e o Ibovespa registrava alta de 1%.

Nesta quinta-feira, os papéis preferenciais da estatal perdem 1,23% e os ordinários (com direito a voto) caem 1,73%.

Na avaliação do analista chefe da corretora SLW, Pedro Galdi, a falta de indicadores econômicos também deixa a Bolsa mais volátil.

— A agenda de indicadores está vazia. Mesmo no exterior, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter os juros já era esperada — explicou.

Além disso, há uma forte expectativa em relação à divulgação, à noite, de uma nova pesquisa eleitoral do Ibope, aumentando a volatilidade do pregão. Para Galdi, mais do que as intenções de voto, os investidores querem saber se aumentou ou diminuiu a avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff. Uma piora nesse indicador pode ser interpretada como um aumento de chances da oposição em ganhar as eleições.

Os investidores ainda estão de olho nesta quinta-feira nos impactos da crise no Leste Europeu, uma vez que a Rússia fez algumas sanções comerciais a países do Ocidente, especialmente os europeus e Estados Unidos. O governo russo limitou a compra de alimentos da Europa e Estados Unidos e afirmou que irá comprar mais item da América Latina.

Ainda entre as altas, mas fora das ações que fazem parte do Ibovespa, os papéis da Marisa registram alta de 5,87%, influenciados pelos rumores de uma possível fusão, dessa vez, com a Leader, varejista controlada pelo banco BTG Pactual.

PERDAS NO EXTERIOR

No exterior, as bolsas operam em queda. Na Europa, o índice DAX de Frankfurt fechou em queda de 0,82%, mesma direção do CAC 40, da Bolsa de Paris, que caiu 1,16%. Já o FTSE, de Londres, registrou queda de 0,51%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones cai 0,23% e o Nasdaq está praticamente estável, com pequena alta de 0,03%.

Na avaliação de Galdi, o mercado americano tem um espaço limitado para crescer no curto prazo porque os índices já estão em patamares elevados.

DÓLAR EM ALTA

No mercado de câmbio, o dólar comercial opera em alta diante o real. Às 14h58, a moeda americana era cotada a R$ 2,2870 na compra e a R$ 2,2890 na venda, alta de 0,65%.

Para o gerente de câmbio da Icap, Ítalo Abucater, o mercado de câmbio está se ajustando, deixando para trás aquele patamar entre R$ 2,20 e R$ 2,25.

— Permanecendo o fluxo cambial negativo, o mercado vai testando novos patamares — afirmou.

Outra fator é a divulgação do dado sobre pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que ficou abaixo do esperado. Para especialistas, esse é um indicador de recuperação da economia americana e de que o Fed (Federal Reserve, banco central americano) poderá antecipar a alta de juros, o que é prejudicial para as moedas de países emergentes.

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Fonte: O Globo

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