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Especulações sobre reforma ministerial fazem dólar encostar nos R$ 2,60
13/11/2014

13 de Novembro de 2014 15h16
Ana Paula Ribeiro

Já o Ibovespa acelera a queda e recua mais de 1%.

Os investidores dos mercados brasileiros operam nessa quinta-feira de olho nos balanços do terceiro trimestre, mas também aguardam mais notícias sobre a nomeação do novo ministro da Fazenda e das demais pastas. Às 15h12, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, operava em queda de 1,17%, aos 52.357 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial se aproxima dos R$ 2,60, com alta de 1,20% diante o real, a R$ 2,592 na compra e a R$ 2,594 na venda, o que faz com que a moeda americana se mantenha no maior patamar de preço desde abril de 2005.

Na avaliação de André Leite, gestor da TAG Investimentos, o que predomina nos negócios, tanto no mercado de câmbio quanto na Bolsa, é a expectativa em relação ao anúncio do nome do novo ministro da Fazenda.

— Como existe a possibilidade do nome ser uma surpresa e desagradar o mercado, os ativos brasileiros acabam ficando pressionados — afirmou.

O sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, lembra ainda que o volume de negócios - R$ 2,7 bilhões até as 15h, devendo ficar pouco acima de R$ 4 bilhões nessa quinta-feira - o que contribui para a maior volatilidade.

— O mercado está em compasso de espera. Além disso, é natural uma maior volatilidade nas ações da Petrobras, já que a empresa deve divulgar balanço amanhã e na segunda-feira ocorre o vencimento dos contratos de opções — afirmou.

VOLATILIDADE NAS AÇÕES DA PETROBRAS

As ações da Petrobras, que estão entre as mais negociadas, determinam o movimento de queda. Os papéis até operaram em alta pela manhã, mas a tendência nas se sustentou. Os preferenciais (sem direito a voto) recuam 1,84% e os ordinários (com direito a voto) caem 1,25%. As ações dos bancos também zeraram os ganhos registrados mais cedo e agora operam em queda. As do Itaú caem 1,48% e, do Bradesco, 1,52%. Já os papéis do Banco do Brasil continuam a ser negociados no terreno positivo, com avanço de 0,47%.

Para analistas, independente de quem seja o escolhido, a avaliação é que 2015 será um ano complicado para a economia. Nesse cenário, os investidores buscam ações que possam se beneficiar da alta do dólar, como as empresas exportadoras.

É esse pensando que faz com que as ações da JBS, que apresentou lucro acima do esperado em seu balanço do terceiro trimestre, registraram alta significativa, mas já reverteram os ganhos. O mesmo ocorre com as Lojas Americanas, que divulgou um plano de abertura de 800 lojas nos próximos cinco anos. "O Conselho de Administração da empresa parece animado, querendo praticamente dobrar o número de lojas, hoje em 893", avaliaram, em relatório, os analistas da Yield Capital.

As ações do frigorífico têm agora queda de 3,46% e os papéis da Lojas Americanas sobem 3%. Alta também entre as ações mais negociadas do índice. Vale também opera com valorização. Os papéis sem direito a voto sobem 0,15% e os com, 0,26%, o que configura um ritmo menor do que o registrado pela manhã.

PREOCUPAÇÃO COM A CHINA

A alta também leva em conta fatores externos. A China divulgou a produção industrial de outubro, que ficou pouco abaixo do esperado, o que deixa os investidores cautelosos com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo. Com ritmo mais fraco, a expectativa é que o governo chinês tome medidas para fortes para aquecer a economia.

O mercado brasileiro opera na contramão dos principais índices europeus. O DAX, de Frankfurt, fechou em alta de 0,41%. O CAC 40, da Bolsa de Paris, teve valorização de 0,19% e o FTSE 100, de Londres, avançou 0,37%. Nos Estados Unidos, o S&P está praticamente estável, com leve alta de 0,02% e o Dow Jones avança 0,24%.

Fonte: O Globo

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