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Petrobras cai 4% após ação coletiva nos EUA, e Bolsa cai ao menor nível em 8 meses
09/12/2014

09 de Dezembro de 2014 11h56
Rennan Setti

Dólar comercial recua, cotado a R$ 2,605.

As ações da Petrobras voltam a cair nesta terça-feira, após a empresa ter sido alvo de ação coletiva nos Estados Unidos por causa do escândalo de corrupção em que está envolvida. Os papéis ordinários (com direito a voto) da companhia recuam 4%, enquanto as preferenciais caem 4,17%. Na véspera, a ação ON já havia caído 6,20%. Com mais uma queda intensa da Petrobras, o índice de referência da Bolsa, o Ibovespa, caía 0,64% às 10h55m. O indicador está em 49.921 pontos, o menor patamar desde o fim de março.

— O processo é extremamente negativo para a companhia, e no mercado há o temor que esse processo leve até a suspensão das negociações dos ADRs (recibos de ação) da empresa lá fora. O papel nunca esteve nesse patamar tão baixo, mas não há limites mínimos para isso, então pode cair mais — afirmou Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos. — A única saída para a Petrobras é reduzir seu endividamento, e ela pode fazer isso vendendo ativos para fazer caixa, emitindo novas ações, reduzindo seu plano de investimento ou reajustando os combustíveis.

O dólar comercial também desvaloriza-se, em 0,22%, cotado a R$ 2,603 para compra e a R$ 2,605 para venda.

Também contribui para a queda no pregão o desempenho da Vale. Os papéis ON da mineradora caem 2,69%, enquanto os PN recuam 2,54%. Nesta terça, o banco americano JP Morgan Chase previu que os preços do minério de ferro continuarão a cair, uma vez que a oferta do produto cresce mais que a demanda. Segundo o banco, a tonelada do minério custará em média US$ 67 em 2015, valor 24% menor do que o previsto anteriormente.

Hoje, a companhia anunciou que a japonesa Mitsui comprou por US$ 763 milhões no projeto de carvão da Vale em Moçambique. A Mitsui terá 15% da mina Moatize e metade da participação de 70% da Vale na infraestrutura de ferrovia e porto associada à mina.

Outra pressão negativa vem do Banco do Brasil, que cai 1,89%, enquanto o Bradesco avança 1,12% (PN) e o Itaú Unibanco sobe 0,19%. A Ambev, do ramo de bebidas, recua 1,07%.

MAU HUMOR EXTERNO

Na Europa, as ações caem pelo segundo dia consecutivo, com o temor de que uma queda ainda maior no preço do petróleo poderá dificultar a expectativa de crescimento da região e com a desvalorização de quase 10% da varejista britânica Tesco depois que a empresa admitiu que sua receita não vai ultrapassar US$ 2,2 bilhões este ano.

O índice de referência Euro Stoxx recua 1,53%; a Bolsa de Londres cai 1,49%, a de Paris recua 1,50% e a de Frankfurt tem queda de 1,29%.

Fonte: O Globo

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