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Bovespa opera em alta puxada por Petrobras e bancos; dólar cai pelo 3º dia e vale R$ 2,65
19/12/2014

19 de Dezembro de 2014 12h10
Rennan Setti

Na véspera, Bolsa havia fechado em queda na contramão dos mercados globais.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta nesta sexta-feira, depois de ter caído descolada do mercado externo na véspera. Às 12h09m, o índice de referência Ibovespa registrava alta de 1,23%, aos 49.090 pontos. O dólar comercial tem seu terceiro dia de queda, recuando 0,18%, cotado a R$ 2,648 para compra e a R$ 2,650 para venda.

Entre as ações, a maior contribuição positiva vem da Petrobras, cujos papéis ordinários (com direito a voto) sobem 3,88%, cotados a R$ 9,37, enquanto os preferenciais avançam 3,69%, a R$ 9,81. Depois da estatal, a maior força positiva é da Brasil Foods, que anunciou joint-venture com a Indofood para explorar o mercado de aves e alimentos processados na Indonésia. Segundo Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos, também contribui para a valorização da BRF o fato de ela ter anunciado recompra de ações.

— A Petrobras está e continuará muito volátil, enquanto o mercado especula sobre mudanças na direção da empresa e enquanto continuarem surgindo notícias sobre escândalo de corrupção — acrescentou Zeno.

Os bancos, que têm maior peso no Ibovespa, também estão em alta. O Banco do Brasil avança 2,14%, o Bradesco sobe 0,63% e o Itaú Unibanco tem alta de 0,67%.

Na Europa, as ações operam em queda, depois da euforia da véspera com o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) prometendo ser paciente até aumentar os juros no país. O índice de referência Euro Stoxx tem recuo de 0,73%, enquanto a Bolsa de Paris registra baixa de 0,29%. Em Frankfurt, o pregão desvaloriza-se em 0,39%. Londres é a exceção, subindo 0,51% puxada por bancos e mineradoras. A Bolsa deve registrar sua maior alta semanal desde novembro de 2012.

O mercado de petróleo tem mais um dia instável, com investidores ainda especulando sobre as declarações do ministro do petróleo da Arábia Saudita de ontem. Ali Al-Naimi disse considerar a deterioração dos preços um fenômeno temporário e ser “difícil, se não impossível”, que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduza sua produção. O barril do tipo Brent sobe 1,4%, para US$ 60,12.

Fonte: O Globo

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