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Petrobras e Vale fazem Bolsa brasileira acelerar a alta para 2,07%
16/01/2015

16 de Janeiro de 2015 14h36
Paula Ribeiro

Alta é estimulada pelo cenário externo e expectativa de maior austeridade fiscal.

A Bolsa brasileira opera em alta nessa sexta-feira impulsionada pela melhora no cenário externo, com medidas de estímulo na China, e a aprovação, pelo Banco Central, da associação entre o Banco do Brasil (BB) e a Cielo. Às 14h30, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, operava em alta de 2,07%, aos 49.020 pontos. O dólar comercial registra desvalorização de 0,60% ante o real, a R$ 2,625 na compra e a R$ 2,627 na venda.

Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, lembra que o movimento de alta ganhou força após a abertura das bolsas americanas, que também operam em terreno positivo. A valorização dos ativos brasileiros está atrelada a uma melhora no cenário externo, com menor aversão ao risco, e também a uma expectativa em relação à atuação da equipe econômica do governo federal.

— O mercado está esboçando uma reação. Há uma aprovação às medidas econômicas já anunciadas e uma expectativa em relação a novas medidas. Se espera um governo mais austero. Mas, de qualquer forma, o ambiente econômico ainda é incerto — disse.

Já o gerente de renda variável da corretora H.Commcor, Ari Santos, lembra que também há uma recuperação nos preços, compensando parcialmente a queda acumulada no ano.

— A Bolsa está ameaçando uma recuperação. A alta é sustentada pelos bancos, principalmente devido ao acordo de BB e Cielo. A aversão ao risco também está um pouco menor, antes havia o medo do rebaixamento do Brasil pelas agências de classificação de risco — disse.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Banco Central aprovaram a associação entre BB e Cielo. Os papéis do banco avançam 1,81% e os da empresa de processamento de cartões sobe 4,46%, uma das maiores altas entre as ações que fazem parte do Ibovespa. Jás as ações do Itaú, que possuem o maior peso individual no Ibovespa, sobem 0,41%. Bradesco está praticamente estável, com pequena variação positiva de 0,08%.

No mercado externo, o barril do petróleo tipo Brent com entrega em março é negociado em alta de 3,23%, a US$ 49,83 o barril. Outra notícia relevante é a ajuda financeira que o governo chinês dará aos bancos para fomentar o crédito a pequenas empresas e produtores rurais.

A alta do preço do petróleo ajuda as ações da Petrobras. Os papéis preferenciais (sem direito a voto) têm alta de 2,24%, a R$ 9,55, e os ordinários (com direito a voto) registram avanço de 1,62%, a R$ 9,40.

CHINA E PETRÓLEO ESTIMULAM ALTA

Já a China abriu uma linha de crédito para que os bancos concedem mais créditos a pequenas e médias empresas e produtores rurais. O anúncio ajuda na recuperação de empresas exportadoras. No caso da Vale, as ações preferenciais sobem 3,82% e as ordinárias avançam 4,20%. As siderúrgicas também estão em terreno positivo. CSN avança 6,59% e a Usiminas registra valorização de 4,15%.

No terreno negativo, destaque para as ações da Oi, que operam em queda de 4,77%. A companhia informou nessa sexta-feira que a fusão com a Portugal Telecom está juridicamente concluída. A operadora brasileira defendeu ainda a venda de ativos do grupo português.

No exterior, os principais indicadores das Bolsas europeias e americanas operam em alta. O DAX, de Frankfurt, registra alta de 1,26%. Já o CAC 40, da Bolsa de Paris, sobe 1,24%, e o FTSE 100, de Londres, tem variação positiva de 0,66%. Já nos Estados Unidos, o Dow Jones opera em leve alta de 0,20% e o S&P500 tem alta de 0,41%.

Fonte: O Globo

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