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Dólar cai a R$ 3,09, menor valor em 1 mês, com dados decepcionantes sobre EUA; Bolsa sobe
06/04/2015

06 de Abril de 2015 09h28
Rennan Setti

O dólar cai nesta segunda-feira ao menor valor em um mês, reagindo a dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados no fim de semana. O dólar comercial apresenta queda de 1,21%, cotado a R$ 3,089 para compra e a R$ 3,091 para venda. Na mínima, chegou a valer R$ 3,085. Se fechar no mesmo patamar de agora, será o menor nível desde 6 de março, quando encerrou cotado a R$ 3,057. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), opera em alta de 0,65%, aos 53.469 pontos.

No mês passado, os empregadores dos EUA criaram 126 mil vagas, o menor saldo desde dezembro de 2013, informou o Departamento de Trabalho nesta sexta-feira. A mediana das expectativas compiladas pela Bloomberg era de avanço de 245 mil postos. A taxa de desemprego ficou estável em 5,5%.

Ultimamente, sempre que os dados sobre a atividade econômica americana decepcionam, o dólar perde força. Isso porque o Federal Reserve (Fed) condicionou o aumento dos juros que está planejando à retomada econômica no país. Assim, se a atividade ainda não está a pleno vapor, é provável que a elevação dos juros demore mais a acontecer — e juros altos valorizariam a moeda.

“O nível fraco pode dar ao mercado a ideia de que o Fed possa ter mais paciência para implementar sua política monetária”, comentou o analista Cláudio Moura, da Elite Corretora, em texto enviado hoje a clientes.

Segundo pesquisa da Bloomberg junto a analistas do mercado financeiro, a probabilidade de que o aumento de juros americanos aconteça até setembro caiu de 34% para 27% após a divulgação dos dados sobre o emprego nos EUA, na sexta-feira passada. Por isso, a tendência global para o dólar no dia de hoje é de desvalorização, com a divisia recuando frente a 14 das 16 principais moedas do mundo.

PETROBRAS E BANCOS SOBEM

Entre as ações, os principais papéis operam em alta. A Petrobras avança 1,22% (ON, com direito a voto) e 0,83% (PN, sem voto). A Vale registra alta de 1,27% (ON) e 0,77% (PN). No setor bancário, o Banco do Brasil opera em alta de 1,95%, o Bradesco sobe 1,35% e o Itaú Unibanco, 1,22%.

A Usiminas, que se enfrenta uma dura briga societária pelo seu controle, registra alta de 1,80% poucas horas antes do início da assembleia de acionistas que decidirá sobre nova composição do seu Conselho de Administração.

Com mais de 53 mil pontos, o índice de referência Ibovespa está no maior patamar desde o começo de dezembro de 2014. Segundo Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos, a análise gráfica dos pregões permite acreditar que as ações devem seguir com algum fôlego nos próximos dias.

— O panorama do mercado não mudou muito, o mercado continua sendo muito influenciado pelo noticiário política. Mas a Bolsa conseguiu romper o patamar de 52 mil pontos. Então, o que vemos agora, é uma tentativa de buscar uma outra base de sustentação técnica, que pode estar entre os 54 mil e os 56 mil. Agora é esperar para ver se isso se confirma — afirmou.

Fonte: O Globo

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