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Bolsa cai com JBS e bancos, apesar de alta da Vale e da Petrobras; dólar cai
15/04/2015

14 de Abril de 2015 09h37
Rennan Setti

Ações da Petrobras sobem pelo 4º pregão seguido após marcar reunião para discutir balanço.

As ações da Petrobras sobem nesta terça-feira pelo quarto pregão consecutivo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois de a estatal ter informado que fará reunião no próximo dia 22 para discutir a aguardada divulgação do seu balanço financeiro auditado. As ações ordinárias (com direito a voto) sobem 1,20%, enquanto as preferenciais (sem voto) registram alta de 1,05%. A ação ON está cotada a R$ 12,57, sem maior valor em quase cinco meses. Apesar do bom desempenho da petroleira e de uma alta expressiva da Vale, o índice de referência Ibovespa cai 0,62%, aos 53.902 pontos, prejudicado pelas ações da JBS e dos bancos.

— A sinalização sobre a divulgação do balanço é muito positiva. Ter o balanço assinado é primordial, pois a companhia permanecerá paralisada enquanto não resolver esse problema de curto prazo - afirmou Daniela da Costa-Bulthuis, gestora na Robeco em Roterdã (Holanda) e que é porta-voz de um grupo de 14 fundos internacionais que têm participação na Petrobras. — A expectativa quanto a isso é o grande motivo para a alta da empresa na Bolsa nas últimas semanas, que vinha sendo negociação em um “valuation” muito baixo, quase como se estivesse em “default” (calote).

Os papéis da mineradora Vale são os que exercem a maior influência positiva sobre o Ibovespa. As ações ordinárias sobem 4,55%, enquanto as preferenciais avançam 4,69%. A companhia acompanha o movimento das outras firmas do setor pelo mundo, que sobem com a alta de 4% na cotação do minério de ferro hoje.

— A Vale foi muito castigada nos últimos tempos por conta O comportamento de hoje parece mais ser uma recuperação do papel. Além disso, algumas notícias afirmam que a empresa deve discutir em reunião de hoje o pagamento da primeira parcela do dividendo mínimo. Isso atrai compradores para o papel — afirmou Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

A maior pressão negativa vem da JBS, que recua 4,31%. Os investidores estão se desfazendo do papel depois que o jornal “Estado de S. Paulo” revelou que o frigorífico fez pagamento de R$ 200 mil a empresa do ex-deputado petista André Vargas, preso na Operação Lava-Jato. A JBS confirmou o pagamento mas alegou que ele foi feito dentro da legalidade.

Já as ações dos bancos operam em queda. O Banco do Brasil cai 0,53%, enquanto o Bradesco recua 0,74%. O Itaú Unibanco, por sua vez, tem baixa de 1,03%.

Na Europa, a maioria das Bolsas registra queda, com destaque negativo para os papéis da finlandesa Nokia e para os bancos. O índice de referência Euro Stoxx cai 0,98%, a Bolsa de Paris recua 0,65% e a de Frankfurt registra baixa de 0,49%. A única alta do continente vem da Bolsa de Londres, que sobe 0,23% impulsionada pelos papéis de mineradoras como BHP Billiton e Rio Tinto.

DÓLAR CAI COM DADOS SOBRE VAREJO NOS EUA

Após ter tido sua maior alta em duas semanas na véspera com a queda nas exportações chinesas, o dólar comercial registra queda de 2,04% nesta terça-feira, cotado a R$ 3,058 na compra e a R$ 3,006 na venda. O câmbio local segue o movimento global de desvalorização para o dólar, que recua frente a todas as 16 principais divisas do mundo depois de as vendas do varejo americano terem crescido menos que o esperado em março.

As vendas do varejo americano expandiram 0,9% no mês passado, segundo pesquisa do Departamento de Comércio divulgada hoje. Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam alta de 1,1%. Apesar de a expansão ter sido inferior à prevista, ela foi a primeira em quatro meses. Fevereiro registrara queda de 0,5%, prejudicado principalmente pelas condições climáticas adversas registrada no inverno que passou.

Ultimamente, sempre que os dados sobre a atividade econômica americana decepcionam, o dólar perde força. Isso porque o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) condicionou à retomada econômica no país o aumento dos juros que vem planejando. Assim, se a atividade ainda não está a pleno vapor, é provável que a elevação dos juros demore mais a acontecer — e juros altos valorizariam a moeda.

Fonte: O Globo

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