News - Briefing de Mercado

Bovespa segue tendência externa e fecha em alta de 1,56%. Dólar cai a R$ 3,16
13/07/2015

10 de Julho de 2015 09h05
Alexandre Cassiano

As boas notícias no cenário externo, com as bolsas chinesas fechando em alta pelo segundo dia consecutivo e a expectativa da aprovação do plano para a Grécia, fizeram a bolsa brasileira fechar em alta de 1,56%, com 52.590pontos. O volume de negócios, nesta sexta-feira, foi de R$ 5,549 bilhões. Na semana, o Ibovespa (principal índice negociado na Bovespa) apresentou alta foi de 0,13%. Na abertura, a alta era de 0,04%, chegando a 51.782 pontos.

Já o dólar tomou o rumo contrário no pregão de hoje e fechou em queda de 1,65%. A cotação da moeda americana ficou em R$ 3,16. Na abertura, o recuo era de 0,60%, sendo negociada a R$ 3,1930. Ontem, feriado em São Paulo e sem negócios na Bovespa, a divisa fechou em queda de 0,51%, chegando a R$ 3,2163. Mas, durante a semana a moeda americana acumulou alta de 0,7%.

O analista da corretora Clear, Raphael Figueredo, explicou que a alta no Ibovespa foi um movimento de ajuste, pelo feriado ontem em São Paulo e as duas altas seguidas das bolsas chinesas.

— O investidor está cauteloso. Não vamos ver uma alta expressiva e nem uma queda importante hoje. Há muitas coisas para se definir neste final de semana, como a Grécia. Ele vai esperar as definições para retomar as negociações com mais força — , disse Figueredo.

Acompanhando a alta do Ibovespa, as ações PN da Petrobras, fecharam com elevação de 2,16%, sendo cotadas a R$ 11,80; Já os papéis PN do Itaú subiram a 2,94% a R$ 34,65 e o PN do Bradesco chegou a R$ 28,47, alta de 4,01%. Já a PNA da Vale inverteu e fechou com recuo de 0,61% chegando a R$ 14,45.

Para o sócio da AZ Investimemtos, Ricardo Zeno, o otimismo que tomou conta do mercado hoje foi puxado pela boa recuperação da China.

— O Ibovespa já iniciou o pregão em alta. A boa recuperação das bolsas chinesas contaminraram os mercado ao redor do mundo. Além disso, os investidores estão de olho nas negociações na Grécia com expectativa bem positiva — , disse Zeno.

Segundo o especialista em câmbio da corretora TOV, Fernando Bergallo, além da Grécia o que está influenciando a volatilidade da moeda americana no país é a expectativa do aumento dos juros nos Estados Unidos.

— O mercado vai precificando e tentando antecipar essa alta. E isso vai causar uma volatilidade até o final do ano, — disse Bergallo.

No cenário interno, a instabilidade política e as medidas de ajuste fiscal que ainda não foram aprovadas em sua maioria pela Congresso, fazem com que a moeda americana fique neste “sobe e desce” no mercado brasileiro.

— O dólar oscila à mercê do noticiário. Vale lembrar também que hoje estamos na emenda de feriado em São Paulo, e o volume de negócios é menor, e isso afeta a liquidez, — ressaltou.

Hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia vão avaliar as reformas propostas pela Grécia em troca do terceiro plano de resgate financeiro. Amanhã, será a vez do Eurogrupo (que reúne os ministros de Finanças da zona do euro) analisar as sugestões feitas pelo governo grego.

As propostas enviadas incluem reformas em impostos e pensões que levarão o país a alcançar superávit primário de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, 2% em 2016, 3% em 2017 e 3,5% em 2018, em linha com as exigências dos credores.

A expectativa positiva em relação à Grécia, também pressionou as bolsas europeias nesta sexta-feira. Os principais índices fecharam em alta o pregão de hoje. Em Londres, o índice Financial Times avançou 1,39%, a 6.673 pontos; Em Frankfurt, o índice DAX subiu 2,90%, a 11.315 pontos; o CAC-40 de Paris ganhou 3,07 %, chegando a 4.903 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 3,00%, alcançando 22.937 pontos. Em Madri, o Ibex-35 registrou alta de 3,08%, a 11.036 pontos.

Outro fator que pressiona a moeda americana e os mercados por aqui e no mundo inteiro é a China. Hoje, as bolsas chinesas subiram pelo segundo dia seguido, impulsionadas por uma leva de medidas de apoio vindas de Pequim, o que pareceu acalmar os investidores depois do pânico de vendas que levou a uma desvalorização de um terço do seu valor nos mercados da China continental desde seu pico em junho. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,08%, a 24.901 pontos; O índice SSE, de Xanguai ganhou 4,57%, a 3.878 pontos e em Seul, o índice Kospi teve valorização de 0,17%, a 2.031 pontos. Já em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,38%, a 19.779 pontos.

Fonte: O Globo

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