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IBOVESPA: Repique técnico sustenta alta do índice, apesar de S&P (amplia)
29/07/2015

28 de Julho de 2015 17h25
Paula Pereira

Acrescenta informações à nota publicada às 17h25 a partir do quinto parágrafo. Segue nota na íntegra:

São Paulo, 28 de julho de 2015 - Após sete pregões de queda consecutiva em que acumulou perdas de 8%, o Ibovespa encerrou a sessão de hoje com alta de 1,78% a 49.601 pontos, num movimento de repique técnico, apesar da agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P) mudar a perspectiva do rating soberano para negativa, mantendo a nota em BBB-.

"A conjuntura interna não vai bem e essa percepção do mercado não mudou, mas depois da sequência de quedas o repique técnico era esperado", diz Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

Para João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos, além da questão da correção técnica do índice, a alta do dólar e o mercado externo mais calmo hoje favoreceram o repique.

"Essa alta mantida mesmo após a S&P alterar a perspectiva para negativa é até surpreendente, mas com sete quedas consecutivas a leitura é que o movimento já havia sido antecipado e com o dólar em alta alguns ativos ficaram mais atrativos. As bolsas externas melhores abriram espaço para essa recuperação pontual", diz Brügger.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 4,84% a R$ 9,97 e as da Vale (VALE5) avançaram 6,14% a R$ 14,86, enquanto as do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 1,84% a R$ 29,34.

Segundo Zeno, passado o pregão de repique, o índice pode retomar a trajetória de queda vista nos últimos dias. "É possível que o Ibovespa venha a perder valor logo depois desse repique técnico. Não vejo nenhuma notícia positiva que sustente a continuidade desse movimento de recuperação", diz.

Zeno e Brügger também destacam a quarta-feira de agenda mais intensa, com o anúncio da política monetária pelo FOMC às 15h e no final do dia, a decisão da taxa Selic pelo Copom, no mercado interno. "Copom já está precificado, mas o comunicado do Fomc deve ser o principal foco de atenção amanhã", diz o analista da Leme Investimentos.

Fonte: Agência CMA

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