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Dólar cai a R$ 3,96 e Bolsa sobe 1,3% com reforma ministerial
02/10/2015

02 de Outubro de 2015 09h05
Rennan Setti

Mercado de trabalho americano avançou menos que o esperado.

Após um começo de dia volátil por causa de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos mais fracos que o esperado, o dólar se firmou no campo negativo e a Bolsa ganhou fôlego com a reforma ministerial. O dólar comercial, que chegou a subir a R$ 4,047, agora cai 0,97%, cotado a R$ 3,963 para compra e a R$ 3,965 para venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobe 1,35%, aos 45.924 pontos.

A presidente Dilma Rousseff anunciou seis medidas que fazem parte da reforma administrativa do governo: a redução de oito ministérios, um corte de 10% nos salários dos ministros, a extinção de 30 secretarias em todos os ministérios, o fim de 3 mil cargos de confiança e a redução de 20% nos gastos em custeio. Também serão limitados os gastos dos funcionários com viagens e telefone e vendidos imóveis da união porque, segundo a presidente, "a União não pode continuar sendo uma grande imobiliária". A presidente também criou uma comissão permanente da reforma administrativa.

— Até o momento, o mercado parece ter gostado da reforma. De qualquer forma, trata-se de um movimento pontual. As questões problemáticas são bem maiores que isso, como o possível rebaixamento do país pela agência Fitch, a elevação dos juros nos EUA e a deterioração dos nossos indicadores econômicos. Esses são fatores que vão seguir propiciando volatilidade — disse Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

Em escala global, a moeda americana desabou imediatamente após o relatório de emprego nos EUA. O índice Dollar Spot, da Bloomberg, saiu de uma leve alta para uma queda de 0,65% em questão de minutos. O indicador mede a força do dólar contra uma cesta de dez divisas.

O relatório de emprego mostrou que, em setembro, a criação de vagas foi menor que a projetada, os salários ficaram estagnados e a taxa de desemprego se manteve estável com profissionais deixando o mercado de trabalho, sugerindo que a lentidão na economia global está tendo efeito sobre os EUA.

Foram criadas no mês passado 142 mil vagas, enquanto os economistas esperavam 201 mil, segundo pesquisa da Bloomberg. O salário médio por hora se manteve estável, em US$ 25,09, e cresceu apenas 2,2% na comparação com o mesmo mês de 2014.

Fonte: O Globo

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