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Dólar passa a subir e volta aos R$ 3,90; Bolsa cai 1,5%
20/10/2015

20 de Outubro de 2015 10h34
Rennan Setti

Em escala global, divisa americana ganhou força e anulou perdas.

O dólar comercial inverteu sua trajetória na tarde desta terça-feira, passando a subir 0,69%. A Divisa opera cotada a R$ 3,903 para compra e a R$ 3,905 para venda, depois de chegar a cair a R$ 3,849 pela manhã. Ontem, a divisa chegou a atingir R$ 3,927 mas perdeu fôlego no fim da sessão, terminando cotada a R$ 3,878. Em escala global, o dólar chegou a recuar 0,33% contra uma cesta de dez moedas, mas ganhou força e agora sobe 0,05%, segundo o índice Dollar Spot, da Bloomberg. Os investidores se frustraram com o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, que não tocou em assuntos econômicos. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha os mercados externos e cai, ainda que com mais intensidade que as Bolsas lá de fora. Puxado para baixo pelo desempenho de bancos, exportadoras de celulose e pela Vale, o índice de referência Ibovespa cai 1,59%, aos 46.717 pontos.

Nesta terça, voltou ao radar dos investidores a batalha política para abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra três liminares que suspenderam o rito fixado por ele para processos de impeachment. Além disso, novo pedido de afastamento da presidente Dilma — assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal — será entregue nesta terça-feira.

No mercado europeu, as ações fecharam em queda. O índice de referência Euro Stoxx teve baixa de 0,50%, enquanto a Bolsa de Londres recuou 0,11%. Em Paris, a baixa foi de 0,64% e em Frankfurt, de 0,16%. Em Wall Street, os índices oscilam com resultados corporativos. O Dow Jones cai 0,13%, enquanto o Nasdaq tem baixa de 0,77%.

VALE E BANCOS CAEM MAIS DE 2%

Após dois dias de baixas, a Petrobras sobe 0,62% (ON, com voto, a R$ 9,73) e 0,63% (PN, sem voto, a R$ 8,00). A Vale registra queda de 1,96% (ON, a R$ 17,44) e 2,45% (PN, a R$ 14,29).

— O mercado segue pressionado pela indefinição política. Lá fora, os investidores seguem preocupados com a China. O minério de ferro está caindo, assim como o índice de metais lá fora, prejudicando os papéis de mineração e de siderurgia — afirmou Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

As ações da rede de universidades Kroton, que subiram 3,7% na véspera, hoje chegaram a avançar com força, valorizando-se em mais de 4%. Mas os papéis pinverteram trajetória no meio da tarde e agora caem 1,35%, a R$ 10,23. Ontem, Paulo de Tarso, vice-presidente de negócios e inovação da companhia, disse que avalia a aquisição da Studiare, start-up focada em plataforma de ensino, por R$ 4,1 milhões.

Entre os bancos, o Banco do Brasil cai 3,16%, a R$ 16,44, enquanto o Bradesco registra baixa de 2,36%, a R$ 21,50. O Itaú Unibanco recua 2,35% a R$ 26,83.

Caem com força as empresas exportadoras do segmento de celulose, prejudicadas pela queda da commodity no mercado internacional. A Fibria despenca 5,55% (R$ 52,94), enquanto a Suzano recua 5,09% (R$ 17,89) e a Klabin, 1,54% (R$ 22,34).

— Em dia de volume pequeno, poucas novidades, Bolsas lá fora em baixa e continuidade das especulações sobre o impeachment, o mercado tem um pregão negativo — disse Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

Fonte: O Globo

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