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Bovespa sobe mais de 1%, seguindo exterior; dólar cai a R$ 3,79
17/11/2015

17 de Novembro de 2015 12h08
Rennan Setti

Expectativa de novos estímulos pelo BCE anima investidores.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobe pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira, acompanhando o bom humor dos mercados externos com especulações sobre mais estímulos econômicos na Europa. O índice de referência Ibovespa sobe 1,29%, aos 47.448 pontos. Já no câmbio, após um começo de sessão estável, o dólar comercial se firmou no terreno negativo no fim da manhã. A moeda opera agora em queda de 0,57% contra o real, cotada a R$ 3,793 para compra e a R$ 3,795 para venda. Hoje, o Banco Central (BC) eleva sua intervenção por meio de “leilões de linha” — venda de dólares com compromisso de recompra no futuro — de até US$ 500 milhões.

— A alta da Bolsa é conduzida por especulações sobre a política econômica lá fora e também a uma redução dos temores que se seguiram aos ataques terroristas que ocorreram na França — disse Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

Globalmente, o dólar passou a operar com instabilidade no fim da manhã, alternando entre altas e quedas. O índice Dollar Spot — que mede sua força contra uma cesta de dez moedas — avança agora 0,11%. Os investidores reagem aos dados sobre a inflação dos EUA, essenciais para antecipar o movimento de antecipação dos juros no país. Após dois meses de queda, a inflação do consumidor subiu 0,2% em outubro, reforçando a expectativa dos investidores de que a elevação das taxas de juros pelo Federal reserve (BC dos EUA) ocorrerá em dezembro.

RÚSSIA: MAIOR NÍVEL EM 8 MESES

As ações operam em forte alta pelo segundo pregão consecutivo pelo mundo, enquanto o euro cai ao menor nível em sete meses contra o dólar, com especulações de que o Banco Central Europeu (BCE) vai conceder mais estímulos econômicos à zona do euro. Ontem, o membro do conselho do BCE Peter Praet disse que a autoridade monetária está mesmo considerando ampliar o estímulo na próxima reunião do banco, em dezembro.

As ações europeias têm a maior alta em um mês e meio, favorecidas pelo euro mais fraco, que ajuda as exportações. O índice de referência Euro Stoxx avança 2,2%, enquanto a Bolsa de Londres tem valorização de 1,94%. Em Paris, a alta é de 2,36%, e em Frankfurt, de 1,92%.

Na Rússia, as ações caminham para o maior patamar em oito meses, com a expectativa de que as sanções econômicas contra o país sejam reavaliadas depois que o presidente Vladimir Putin se aliou aos EUA no combate ao Estado Islâmico. O índice Micex registra valorização de 2,34%.

VALE CAI COM MINÉRIO NO MENOR NÍVEL EM 4 MESES

Após disparar mais de 5% na segunda-feira com notícia do colunista do GLOGO Lauro Jardim segundo a qual 12 investidores estão interessados na BR Distribuidora, as ações da Petrobras têm novo dia de alta. A estatal registra valorização de 0,85% (ON, com direito a voto, a R$ 9,46) e 0,38% (PN, sem voto, por R$ 7,73).

As ações da Vale voltaram a cair com força hoje, com uma desvalorização intensa do minério de ferro somando-se ao cenário pós-rompimento da barragem da Samarco (na qual a Vale é sócia) em Minas Gerais. O preço do minério de ferro no mercado internacional caiu ao menor nível em quatro meses, impactado pela queda na produção de aço da China. O produto recuou 4,5%, para US$ 45,48 a tonelada. As ações ordinárias da mineradora recuam 2,79%, a R$ 14,63, enquanto os papéis preferenciais têm recuo de 3,44%, valendo R$ 12,07.

Entre os bancos, porém, o dia é de alta. O Banco do Brasil registra valorização de 0,92% (R$ 17,46), enquanto o Bradesco opera com alta de 1,01% (R$ 21,91). O Itaú Unibanco, ação de maior peso no índice Ibovespa, sobe 0,42% (R$ 28,53).

Fonte: O Globo

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