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Dólar cai a R$ 4,011 e Bolsa tem sexta queda seguida
14/01/2016

13 de Janeiro de 2016 18h53
Ana Paula Ribeiro

Ações da Vale perdem 31,3% no ano e, da Petrobras, 29,8%.

Dados melhores da economia chinesa fizeram o dólar recuar pelo segundo pregão consecutivo. A moeda americana encerrou os negócios cotada a R$ 4,009 na compra e a R$ 4,011 na venda, um recuo de 0,86% ante o real - na mínima chegou a R$ 3,972. Por outro lado, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a sexta queda consecutiva. O Ibovespa recuou 1,44%, aos 1,44%, aos 38.944 pontos, menor patamar desde março de 2009.

Apesar do alívio no mercado de câmbio, as principais ações da Bolsa brasileira estão sofrendo com a derrocada dos preços da commodities no mercado internacional. Os papéis preferenciais da Vale já acumulam queda de 31,3% só no ano e, os da Petrobras, de 29,8%. No caso das ordinárias, as quedas são de 30,9% para os papéis da mineradora e de 20,65% no caso da estatal.

— A conjuntura econômica não mudou. A gente continua em um mercado com redução da atividade econômica e inflação. Olhando para frente, ninguém consegue vislumbrar uma melhoraria na economia. E houve a perda do grau de investimento e a queda do preço das commodities — disse Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, aos justificar o desempenho da Bolsa brasileira neste início de ano.

MARÇO DE 2009

O Ibovespa ficou abaixo dos 39 mil pontos e está em seu menor patamar desde os 38.607 pontos registrados em 17 de março de 2009, quando as Bolsas ainda se recuperavam da crise financeira do ano anterior.

No início do pregão, as ações da Petrobras até apresentaram uma recuperação, acompanhando o preço do petróleo no exterior. Mas o quadro se reverteu à tarde, com a divulgação do aumento dos estoques do petróleo e derivados nos Estados Unidos. Com isso, o barril do tipo Brent, após subir quase 3%, era negociado com queda de 1,78%, a US$ 30,31, no encerramento dos negócios no Brasil. As ações preferenciais da estatal fecharam em queda de 4,70%, cotadas a R$ 5,27, e as ordinárias tiveram recuo de 2,85%, a R$ 6,80. No caso da Vale, as PNs caíram 3,03% e as ONs tiveram desvalorização de 4,35%.

— O petróleo passou a cair e o mercado virou junto. Com isso, as ações da Vale também aceleraram a queda. Internamente está tudo ruim, com revisões de maior recessão em 2016, aliado à queda do preço das commodities no exterior — avaliou Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

De positivo, houve o aumento das vendas de varejo em novembro ante o mês anterior surpreendeu analistas, o que ajuda os papéis de algumas empresas do setor. As ações da Lojas Renner chegaram a subir mais de 1%, mas em meio a piora do mercado, fechou em alta de apenas 0,35%.

— A Renner é uma empresa de qualidade é acaba tendo um desempenho mais forte. Mas de certa forma o que a gente vê é uma tendência ainda não muito positiva para o setor — disse Luis Gustavo Pereira, analista chefe da Guide Investimentos.

E apesar dos dados melhores na China, as Bolsas americanas iniciaram os negócios em queda. O Dow Jones cai 2,03% e o S&P 500 tem recuo de 2,17%. com isso, o DAX, de Frankfurt, perdeu força e fechou em queda de 0,25%. O CAC 40, da Bolsa de Paris, subiu 0,30% e o FTSE 100, de Londres, teve variação positiva de 0,54%.

CHINA AJUDA O DÓLAR

A China tem sido a principal causa de volatilidade neste início de ano. Mas os dados melhores que o esperado da balança comercial, em que as exportações recuaram apenas 1,4%, bem abaixo do previsto, e as importações tiveram uma retração de 7,6%, enquanto era esperada uma queda de dois dígitos - as importações de petróleo e minério de ferro apresentaram desempenho melhor também, o que beneficia as moedas dos países exportadores desses produtos.

O "dollar index", que é calculado pela Bloomberg e mede o comportamento do dólar ante uma cesta de dez moedas, está praticamente estável, com leve alta de 0,07% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil.

Também nesta quarta-feira, o governo chinês permitiu uma leve desvalorização do yuan. Com isso, as moedas se comportarem de forma menos volátil, segundo explicou Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora.

— O dólar em todo o mundo está mais perto da estabilidade, o que ajudou na queda no Brasil — afirmou.

Fonte: O Globo

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