News - Briefing de Mercado

Dólar ganha força e fecha a R$ 4,06; juros caem com Tombini
19/01/2016

19 de Janeiro de 2016 10h24
Rennan Setti

Bolsa reduz ganho para 0,44% com queda das ações da Petrobras.

O dólar comercial voltou a ganhar força ante o real nesta terça-feira. A moeda americana encerrou os negócios negociada a R$ 4,055 na compra e a R$ 4,060 na venda, uma alta de 0,49%. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), às 17h05, registrava alta de 0,44%, aos 38.104 pontos, acompanhando o movimento de recuperação dos mercados estrangeiros, com os investidores apostando, principalmente no período da manhã, com novas medidas de estímulos pela China depois de o país asiático ter divulgado hoje sua menor taxa de crescimento anual em 25 anos.

O dólar até inicou os negócios em queda, mas perdeu força no início da tarde, com os as indefinições sobre esses estímulos na China e também a menor clareza sobrre a condução da política monetária no Brasil.

— O mercado atuou nesta terça-feira com muita volatilidade. No caso do câmbio, a política monetária ajuda a manter uma pressão sobre a moeda. Além disso, a inflação ainda está alta e tem toda uma desconfiança em relação ao cenário macroeconômico, com uma recessão forte, tudo isso ajuda a pressionar o dólar — afirmou Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos.

O mercado também reagiu às declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que afirmou que o Copom levará em conta a piora das projeções do FMI para a economia brasileira. A reunião do comitê começou nesta terça-feira e o anúncio em relação á Selic será feito na quarta-feira, após o fechamento dos mercados. O presidente doApós a declaração de Tombini, as taxas dos contratos de juros futuros curtos recuavam com força e passavam a mostrar chances majoritárias de elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, Selic.

— A interpretação do comunicado é que o BC irá subir menos os juros, 0,5 ponto ou 0,25 ponto ou irá manter na reunião que do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina amanhã. Isso fez o real se descolar um pouco das outras moedas emergentes — avaliou Bernard Gonin, analista macroeconômico da Rio Gestão de Recursos.

O contrato DI com vencimento em janeiro de 2017 cai 15,38% ao ano, ante 15,485% na abertura dos negócios. Na mínima, chegou a 15,255%, segundo dados da BM&FBovespa.

Na agenda internacional, o dado mais importante é referente à expansão da economia chinesa em 2015, que foi de 6,9%, exatamente o previsto por analistas do mercado financeiro e quase em linha com a meta do governo de em torno de 7%. Mesmo assim, foi a menor taxa de crescimento em um quarto de século.

No exterior, o dólar estava praticamente estável no momento do encerramento dos negócios no Brasil, com o “dollar index”, da Bloomberg, com leve variação negativa de 0,01%.

PETROBRAS SEGUE ABAIXO DOS R$ 5

Já no mercado acionário, as ações da Petrobras passaram a cair, se descolando do mercado internacional de petróleo. Na segunda, os papéis caíram mais de 7%. A Petrobras ON (com voto) está com queda de 1,42%, cotada a R$ R$ 6,21, e as PNs caem 2,91%, cotadas a R$ 4,66. Há pouco, o barril do tipo Brent era negociado com ganhos de 1,37%, a US$ 28,94 o barril.

A Vale, influenciada pela expectativa sobre a China, seu principal cliente, salta 4,38% (ON, a R$ 9,28) e 1,29% (PN, valendo R$ 7,04).

Na Europa, os papéis subiram forte alta após sequência de três quedas motivadas pela derrocada do petróleo. O índice de referência do continente, o Euro Stoxx 50, fechou em alta de 1,54%, enquanto a Bolsa de Londres avançou 1,68%. Em Paris, a alta foi de 1,97%, e em Frankfurt, de 1,50%. Nos Estados Unidos, o ritmo de alta é menor. O Dow Jones sobe 0,40% e o S&P 500 tem leve valorização de 0,22%.

Fonte: O Globo

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