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Possibilidade de corte na produção de petróleo faz Bolsa subir
12/02/2016

12 de Fevereiro de 2016 09h04
Ana Paula Ribeiro

Petrobras tem alta de mais de 4%; dólar bate nos R$ 4, mas perde força.

A possibilidade de corte na produção de petróleo impulsiona os negócios nos mercados financeiros nesta sexta-feira. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava, às 13h59, em alta de 0,60%, aos 39.554 pontos, puxada pelas ações da Petrobras. Já o dólar comercial está praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,07% ante o real, cotado a R$ 3,979 na compra e a R$ 3,981 na venda - na máxima, chegou a R$ 4,005.

Após um pregão de forte aversão ao risco global, na quinta-feira, os investidores ensaiam uma recuperação nesta sexta-feira. O motivo é que integrantes da Organização dos Exportadores de Petróleo (Opep) sinalizaram com corte na produção do óleo - a queda da demanda, a desaceleração da China e o aumento da oferta são as razões para a forte queda dos preços nos últimos meses. O petróleo do tipo Brent está sendo negociado em alta de 5,02%, a US$ 31,57 o barril.

Isso ajuda na valorização das ações da Petrobras. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) sobem 4,25%, cotadas a R$ 4,41, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) avançam 5,24%, a R$ 6,22. Outras commodities também estão em recuperação, o que ajuda a Vale, que vê as PNs subirem 2,42% e as ONs com alta de 3,44%.

No exterior as Bolsas também operam em alta. O DAX, de Frankfurt, sobe 1,67%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, avança 1,72%. No caso do FTSE 100, de Londres, a alta é de 2,30%. Nos Estados Unidos, Dow Jones sobe 1,01%, mas o S&P 500 tem recuo de 1,02%.

DÓLAR PRESSIONADO

O “dollar index”, calculado pela Bloomberg, tem alta de 0,56%, o que indica que apesar do bom humor nas bolsas, os investidores ainda estão cautelosos com a situação da economia global. Além disso, se por um lado a recuperação do preço do petróleo tende a ajudar as moedas dos países produtores, por outro as dúvidas em relação a situação fiscal brasileira atrapalham, e fazem com que os investidores busquem proteção.

— Internamente os investidores estão cautelosos com a perspectiva fiscal brasileira. O adiamento dos cortes do orçamento sinaliza a incapacidade do governo em reduzir gastos. Isso pressiona o dólar, apesar da menor aversão ao risco no exterior — avaliou Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos.

Na quinta-feira, o governo adiou o anúncio dos cortes do Orçamento de 2016, o que não agradou investidores e analistas. “Não descartamos, principalmente na segunda parte do pregão, um movimento de proteção com o retorno do trabalho do Congresso na próxima semana”, avaliou, em relatório a clientes, Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

Fonte: O Globo

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