News - Briefing de Mercado

Petrobras salta mais de 14% e Vale, 11%, puxando Bolsa
22/02/2016

22 de Fevereiro de 2016 09h05
Rennan Setti

Minério e petróleo avançam, impulsionando mercados globais; dólar cai quase 2%.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avança 4,15% nesta segunda-feira, aos 43.267 pontos, e o dólar comercial cai quase 2% acompanhando o clima de otimismo nos mercados globais com o salto das commodities. As ações da Petrobras e da Vale são destaque, subindo 14% e 11%, respectivamente.

Contra o real, o dólar comercial cai 1,91% nesta segunda-feira, com a moeda americana cotada a R$ 3,942 na compra e a R$ 3,946 na venda. Na sexta-feira, a divisa recuou 0,61%, a R$ 4,023 na venda, graças a uma entrada de recursos no país no período da tarde.

O minério de ferro com teor de 62%, referência no mercado internacional, subiu 6,2% hoje, para US$ 51,52 a tonelada, dando continuidade ao processo de valorização desencadeado pelo aumento de produção das siderúrgicas chineses e pela redução de produção das maiores mineradoras do mundo. O valor registrado hoje é o maior desde 27 de outubro. No ano, o minério já subiu 18%, contra queda de 39% em 2015.

O petróleo do tipo Brent, por sua vez, avança 4,73%, a US$ 34,57 o barril, com a especulação de que o excesso de oferta do produto nos mercados internacionais deve ser reduzido com a diminuição de produção em alguns dos maiores produtores globais anunciada na semana passada. Autoridades russas afirmaram que as conversas sobre o congelamento da produção vão acontecer em 1º de março.

As ações da Petrobras ON sobem 14,26% (R$ 7,29), e as PN sobem 11,65% (R$ 4,98). A Vale ON avança 11,32% (R$ 13,16), enquanto a PN sobe 8,28% (R$ 9,39).

Entre os bancos, o Banco do Brasil ON sobe 4,91% (R$ 13,64). O Bradesco PN avança 5,13% (R$ 20,90). O Itaú Unibanco ON tem alta de 3,83% (R$ 25,20).

— O mercado local hoje está sendo mais influenciado pelo desempenho externo. Teve uma notícia na China sobre a renúncia do presidente do órgão equivalente à nossa CVM, e outra sobre a redução do imposto de venda para determinados imóveis no país. Os movimentos foram vistos como positivos para o mercado — disse Paulo Gomes, economista-chefe da Azimut.

— O mercado brasileiro, como é muito carregado em ações ligadas a commodities, acaba sendo muito influenciado por esses movimentos do mercado internacional — disse Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos, no Rio. — Nos próximos dias, o comportamento da Bolsa vai depender também dos preços dessas commodities, mas o comportamento é também de muito volatilidade. O importante porém é que, no caso do petróleo, aparentemente, o patamar de US$ 30 não deve ser rompido com muita facilidade depois da iniciativa de redução da produção.

MERCADOS EXTERNOS EM ALTA

O dia começou em alta nos mercados asiáticos. Os investidores comemoraram a decisão do governo de Pequim, que substituiu o chefe do principal regulador de valores mobiliários do país e sinalizou que o governo está aumentando seus esforços de estímulos econômicos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançando 2,2%, enquanto o principal índice da Bolsa de Xangai teve alta de 2,37%.

Na Europa, as Bolsas fecharam com forte alta, acompanhando a valorização das commodities. O índice de referência do continente Euro Stoxx 50 subiu 2,19%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 1,47%. Em Paris, o pregão fechou em alta de 1,79%, e em Frankfurt, de 1,98%.

Nos EUA, o índice Dow Jones sobe 1,52%, enquanto o S&P 500 sobe 1,50%. O Nasdaq registra valorização de 1,47%

Fonte: O Globo

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