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Dólar volta a subir e vai a R$ 3,974 com PIB americano
26/02/2016

26 de Fevereiro de 2016 09h12
Ana Paula Ribeiro

Temor é de alta de juros nos EUA no curto prazo; bolsa cai 0,58%.

Dados que indicam o fortalecimento da economia americana, e que levantam a possibilidade de um aumento de juros no curto prazo, fizeram o dólar voltar a ganhar força nesta sexta-feira. Às 12h33, a moeda americana era negociada a R$ 3,972 na compra e a R$ 3,974 na venda, valorização de 0,58% ante o real. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra recuo de 0,58%, aos 41.643 pontos, na contramão do movimento externo.

Analistas preveem um pregão de maior instabilidade e que não há tendência definida. Embora os mercados externos operam com ganhos, há a preocupação com o ambiente político e econômico interno.

— O mercado já esperava uma maior volatilidade neste pregão. Ainda não temos uma direção definida para o restante do pregão. Não há grandes novidades no exterior e os noticiários político e econômico frustram as expectativas — disse Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos

Um dos fatores que adicionou volatilidade foi a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. A segunda leitura para o quarto trimestre de 2015. A alta anualizada ficou em 1%, acima do 0,4% previsto por analistas. Com isso, voltou o temor de uma nota alta na taxa de juros americanas, o que tende a ser desfavorável para os países emergentes.

Guilherme França Esquelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio, lembra que a volatilidade no mercado de commodities se reflete no mercado de câmbio, o que pode levar a um novo pregão de forte volatilidade. Fatores internos também devem influenciar as negociações. “Não descartamos uma sessão de volatilidade com o petróleo que tem dado o rumo nos últimos pregões, fluxos pontuais, cenário político e novidades na Operação Lava Jato”, disse, em relatório a clientes.

Ainda assim, é favorável a situação do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent tem alta de 3,83%, a US$ 36,64 o barril .

No exterior, o “dollar index”, calculado pela Bloomberg, tem alta de 0,69%. Na quinta-feira, o dólar comercial fechou em queda de 0,17%, a R$ 3,949 para compra e a R$ 3,951 para venda.

BOLSAS EM ALTA NO EXTERIOR

Apesar do bom humor externo, as ações mais negociadas do Ibovespa começaram a perder força. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras têm alta de 0,40%, cotados a R$ 4,91, e os ordinários (ONs, com direito a voto) têm queda de 0,28%, a R$ 6,96, mesmo com a forte alta do petróleo.

No caso da Vale, as preferenciais recuam 0,61% e as ordinárias têm valorização de 0,99%. As preferenciais do Itaú Unibanco e Bradesco estão perto da estabilidade com, respectivamente, pequena alta de 0,08% e variação negativa de 0,04%. As ações do Banco do Brasil registram queda de 0,22%.

No exterior, os principais indicadores do mercado acionário operam em alta, refletindo a alta no mercado asiático. O DAX, de Frankfurt, sobe 1,84%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, tem alta de 1,60%. Já o FTSE 100, de Londres, a alta é de 1,33%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones está praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,01%, e o S&P 500 sobe 0,15%.

Fonte: O Globo

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