News - Briefing de Mercado

Ambiente político faz dólar cair mais de 1%, a R$ 3,669
10/03/2016

10 de Março de 2016 09h17
Ana Paula Ribeiro

Esse é o menor patamar em mais de 6 meses; Bolsa cai 0,98% com realização de lucro.

O cenário de agravamento da crise político e novos estímulos monetários na Europa animam os mercados financeiros nesta quinta-feira e deixam o dólar comercial abaixo dos R$ 3,70. Às 14h56, a moeda americana era negociada a R$ 3,652 para compra e a R$ 3,654 para venda, um leve recuo de 1,18% ante o real - na mínima, a divisa já chegou a R$ 3,639. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu força e passou a recuar 0,98%, aos 49.189 pontos.

O ambiente político, desfavorável ao governo, tem contribuído para a apreciação dos ativos brasileiros e mantém o dólar no menor patamar em mais de seis meses, quando o Brasil ainda não tinha perdido o grau de investimento. A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos fatores para esse otimismo. “Diante dos fatos o mercado de câmbio pode reagir novamente com intenso otimismo e dar continuidade no desmonte de posições defensivas”, avaliou, em relatório a cliente, o analista Jefferson Luiz Rugik, da Correparti Corretora de Câmbio.

No exterior, o dólar também perde força, mas em intensidade menor. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que mede o comportamento da divisa frente a uma cesta de dez moedas, registrava queda de 1,16%. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) divulgou novas medidas de estímulo monetário, que devem injetar liquidez nos mercados. Parte desses recursos deve migrar para países emergentes, o que fortalece a moeda dessas economias.

VALE DESPENCA

Após operar em alta no período da manhã, o Ibovespa passou a perder força no início da tarde, pressionado pelo desempenho das ações da Vale, que despencam mais de 7% com o recuo das cotações de minério no mercado internacional. Além disso, analistas atribuem essa queda, que irradia para outros papéis, como a continuidade de um movimento de realização de lucros.

— O mercado se movimento muito forte nos últimos dias devido ao cenário político, com expectativa de mudanças. É natural uma acomodação e realização de lucros. O espaço para subir forte, como vimos recentemente, não deve mais acontecer. Acredito que os agentes do mercado estão esperando também umamelhora dos indicadores econômicos — avaliou Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos.

As ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Vale caem 7,62% e as ordinárias (ONs, com direito a voto) despencam 6,82%. Já os papéis da Petrobras também registram queda, seguindo o leve recuo do preço do petróleo no mercado internacional - o barril do tipo Brent cai 2,78%, a US$ 39,93. Os preferenciais têm queda de 2,63%, cotados a R$ 7,40, e os ordinários registram desvalorização 2,30%, a R$ 9,34.

As ações da Usiminas sobem forte, 2,60%. Na quarta-feira, após o fechamento do mercado, a companhia informou que na sexta irá discutir, em reunião do Conselho de Administração, o aumento de capital mediante emissão de novas ações. Já as ações da Gerdau registram alta de 2,04%.

No exterior, os principais índices do mercado acionário perderam a força com o recuo do preço do petróleo, apesar das medidas de estímulo na zona do euro. O DAX, de Frankfurt, fechou em queda de 2,31% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, teve recuo de 1,70%. O FTSE 100, de Londres, recuou 1,78%. Nos Estados Unidos, Dow Jones tem queda de 0,83% e o S&P 500 registra desvalorização de 0,79%.

Fonte: O Globo

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