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Em pregão volátil, Bolsa reduz perdas e dólar cai a R$ 3,56
01/04/2016

01 de Abril de 2016 09h05
Rennan Setti

Investidores reagem a dados americanos e ao petróleo.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e o câmbio operam voláteis nesta sexta-feira, reagindo a dados sobre a economia americana e ao comportamento do petróleo.

O dólar, que subia no início da manhã, agora recua 0,52%, negociado a R$ 3,575 para compra e a R$ 3,577 para venda. Na mínima, divisa atingiu R$ 3,566. Ontem, a moeda americana havia renovado a mínima do ano, encerrando cotada a R$ 3,597. Em março, a divisa acumulou queda de 10,16%, refletindo menor aversão global ao risco e expectativa de mudança de governo no Brasil.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a cair mais de 1%, agora recua 0,31%, com seu índice de referência Ibovespa operando aos 49.892 pontos. Na véspera, o índice havia fechado em queda de 2,33%. Ainda assim, o índice acumulou alta de 16,97% no mês passado, maior alta mensal desde outubro de 2002.

No início do pregão, o clima foi bastante negativo após a divulgação de dados melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho nos EUA. Os números renovaram a aposta de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) tem espaço para elevar os juros básicos do país.

Os dados que chamaram a atenção dos investidores nesta sexta foram sobre a geração de postos de trabalho nos EUA. Foram criadas 215 mil vagas fora do setor agrícola nos EUA no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A expectativa dos economistas ouvidos pela Bloomberg era de uma geração de 205 mil postos de trabalho. A renda média por hora trabalhada aumentou em 7 centavos de dólar. A taxa de desemprego subiu para 5%, frente à mínima de oito anos e meio de 4,9%.

— Mas no fim da manhã saiu o indicador sobre a indústria nos EUA que acabou animando o mercado lá fora — afirmou Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos. — Hoje também é o primeiro dia do mês, então tem todo aquele movimento de realocação de carteira, que acaba gerando bastante volatilidade.

O índice do Institute for Supply Management sobre a atividade industrial subiu para 51,8 em março, contra 49,5 em fevereiro. Foi a primeira vez desde agosto que o indicador registra expansão.

PETROBRAS DESPENCA COM PETRÓLEO

Entre as ações brasileiras, os papéis da Petrobras recuam 4,13% (ON, a R$ 10,19) e 4,31% (PN, por R$ 7,99). A empresa acompanha a queda da cotação do petróleo, cujo barril do tipo Brent despenca 4,26%, a US$ 38,61. A commodity perde valor depois de o príncipe saudita Mohammed bin Salman afirmar em entrevista que o país só vai congelar a produção de petróleo se o Irã e outros grandes produtores fizerem o mesmo.

Hoje a a Petrobras também anunciou um novo programa de demissão voluntária. Segundo a estatal, cerca de 12 mil empregados têm condições de se aposentar, ou 21% dos 57 mil funcionários da Petrobras controladora.

Entre os bancos, o Banco do Brasil ON recua 0,96% (R$ 19,58), enquanto o Bradesco PN tem baixa de 0,99% (R4 26,80). O Itaú Unibanco perde 0,60% (R$ 31,00), e a unit do Santander ganha 0,64% (R$ 17,06).

A Vale ON sobe 0,46% (R$ 15,22), e a PN avança 0,17% (R$ 11,40).

Fonte: O Globo

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