News - Briefing de Mercado

Cenário externo e política fazem dólar cair a R$ 3,542
19/04/2016

19 de Abril de 2016 09h02
Ana Paula Ribeiro

BC ainda não anunciou intervenções; Bolsa sobe 1,89% e vai a 53.894 pontos.

Em um pregão de menor aversão ao risco no exterior e ausência das intervenções do Banco Central (BC) no mercado de câmbio, o dólar comercial opera em baixa nesta terça-feira. A moeda americana, às 12h38, era negociada a R$ 3,540 na compra e a R$ 3,542 na venda, recuo de 1,55% ante o real. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobe 1,89%, aos 53.894 pontos, puxada pelo desempenho dos papéis da Vale e Petrobras.

A moeda cai de forma significativa em um pregão marcado pela ausência do BC, que nos últimos pregões operou de forma agressiva na oferta de contratos de swap cambial reverso, que equivalem a uma compra de moeda no mercado futuro. Essas intervenções ajudaram a conter uma queda mais acentuada da moeda americana em meio ao cenário de otimismo do mercado com a possibilidade de mudança de governo.

— Com uma mudança de governo, a expectativa e de um fluxo positivo de recursos entrando no Brasil, o que pode levar a cotação para baixo, mas o BC vem relutando e feito algumas operações quando a cotação se aproxima de R$ 3,50, estabelecendo uma espécia de pito para a moeda. Acredito que se o dólar chegar nesse nível novamente, o BC vai voltar a atuar —avaliou Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos.

Com os investidores mais dispostos a tomar risco, o dólar perde força em escala global. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg, cai 0,58%. Essa desvalorização ocorre com o aumento do preço das commodities nos mercados externos, que tende a fortalecer a moeda dos países produtores dessas matérias primas.

Internamente, a expectativa é de continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a perspectiva de seu afastamento nas próximas semanas, os investidores tendem a ficar mais otimistas. “Não deveremos abandonar a possibilidade de um novo rali dos ativos brasileiros, a medida que o processo de afastamento da presidente Dilma continuar caminhando e o mercado não identificar riscos de uma possível reviravolta, poderemos ter novamente um movimento de valorização das bolsas e do real”, avaliou, em relatório a clientes, Jefferson Luiz Rugik, diretor da Correparti Corretora de Câmbio.

Fonte: O Globo

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