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Corte de juros no Reino Unido faz dólar comercial cair a R$ 3,221
04/08/2016

04 de Agosto de 2016 09h03
LUCIANNE CARNEIRO / ANA PAULA RIBEIRO

BC da Inglaterra tenta aliviar impacto da saída do Reino Unido; Bolsa sobe 0,55%.

O dólar comercial perde força nesta quinta-feira após a redução dos juros no Reino Unido. Às 11h57, a moeda americana perdia 0,64%, a R$ 3,221. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 0,55%, aos 57.391 pontos, sustentada pelo desempenho dos papéis da Petrobras e do setor bancário.

Na avaliação de Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, os agentes do mercado financeiro estão otimistas com a conclusão do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, e a expectativa de retomada econômica.

— O mercado está seguindo uma tendência de recuperação com a expectativa de votação do impeachment e também repercute os números corporativos dessa temporada de balanço. Com essa tendência de alta, os movimentos de realização de lucros acabam sendo mais limitados — disse.

Na Bovespa, as ações preferenciais (PNs) da Petrobras sobem 0,25%, cotadas a R$ 11,93, mas as ordinárias (ONs) recuam 0,36%, a R$ 13,50. Os bancos também operam com ganhos. As PNs de Itaú Unibanco e Bradesco sobem, respectivamente, 1,53% e 1,32%. O papel do Banco do Brasil ganhava 1,31%.

Já a Vale, depois de subir forte na quarta-feira, vê o preço de seus papéis recuarem. As PNs caem 2,06% e as ONs recuam 1,91%.

Na Europa, os mercados avançam hoje após a decisão do Banco da Inglaterra (banco central britânico) de cortar os juros pela primeira vez desde 2009, com alta em papéis de empresas do setor financeiro e industrial. O índice europeu Stoxx 600 subia 0,64%.

Além de o banco central britânico cortar a taxa de juros de 0,50% para 0,25% ao ano, o órgão anunciou que vai comprar mais 60 bilhões de libras em títulos públicos para aliviar o impacto da votação de 23 de junho para o Reino Unido deixar a União Europeia (UE), o chamado Brexit. A libra caiu 1% sobre o dólar após o anúncio, enquanto os rendimentos de títulos do governo britânico atingiram mínimas recordes e o principal índice de ações subiu 1%.

Essa atuação do bc britânico acaba aumentando a liquidez de recursos para os mercados emergentes, o que ajuda na desvalorização do dólar em alguns países.

— A tendência do dólar é de acomodação. Há a influência externa e uma melhora da confiança em relação à economia interna — disse Zeno, da AZ Investimentos.

Fonte: O Globo

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