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BC reduz atuação, mas ainda assim dólar sobe 0,63%, a R$ 3,338
14/09/2016

14 de Setembro de 2016 09h04
Ana Paula RIbeiro

BC reduz atuação, mas ainda assim dólar sobe 0,63%, a R$ 3,338. Bolsa tem pregão de recuperação e tem leve alta de 0,15%.

Em mais um pregão de forte volatilidade, o dólar comercial acompanha o movimento externo da divisa. Às 15h16, a moeda americana era negociada a R$ 3,338, leve alta de 0,63% ante o real. A cotação já foi da mínima de R$ 3,301 à máxima de R$ 3,347. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o índice de referência Ibovespa registrava leve valorização de 0,15%, aos 56.906 pontos.

A volatilidade deve continuar acentuada até a próxima reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o bc americano), que acontece nos dias 20 e 21 de setembro. Em meio a esse cenário, o Banco Central (BC) reduziu a oferta de contratos de “swap cambial reverso” de 10 mil para 5 mil contratos (o equivalente a US$ 250 milhões) a oferta de contratos de swap reverso. Esse mecanismo causa um efeito de compra da moeda no mercado futuro e, por isso, tende a pressionar a cotação.

— Internamente, a redução de 50% dos contratos de swap cambial reverso pelo BC, 10 mil para 5 mil, evidencia uma postura mais flexível por parte do BC, que no momento aparenta estar enxergando um viés de apreciação para a divisa, pelo menos no curto prazo — afirmou Ricardo Gomes da Silva Filho, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio.

A redução ocorre após o fechamento dos negócios de terça-feira, quando a moeda americana subiu 2,09%, a R$ 3,317 — maior cotação em mais de dois meses e também a maior valorização em um único pregão desde o início de maio. A alta de ontem foi puxada pela indefinição sobre quando virá uma nova alta de juros nos Estados Unidos e pela forte queda do preço do petróleo. Ainda assim, o dólar no Brasil se descola do movimento externo da divisa. O “dollar index“, calculado pela Bloomberg, recua 0,39%.

Ítalo Abucater, gerente de câmbio corretora Icap do Brasil, lembra que a volatilidade no mercado de câmbio brasileiro está mais acentuada desde a perda do grau de investimento do país, em setembro do ano passado.

— O mercado perdeu participantes em função da perda do grau de investimento. O volume ficou menor. Mas nesse cenário BC tem se comportado bem, atendendo as demandas do mercado com a velocidade correta. É claro que eles querem reduzir o estoque de contratos com exposição à variação cambial, mas eles calibram de acordo com o momento — explicou.

Na prática, quando o dólar está em tendência de alta, o BC oferta menos contratos de swap reverso e, quando a queda está mais acentuada, oferta mais. Com isso, vai anulando o efeito do estoque de swaps tradicionais (em que o BC perde quando a moeda sobe muito). Essa exposição, que era de mais de US$ 100 bilhões no início do ano, agora está em US$ 35,8 bilhões.

BOLSA EM ALTA

Na avaliação de Ricardo Zeno, sócio da AZ Investimentos, o fato do Ministério Público Federal (MPF) ter denunciado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, não chega a ter um grande impacto nos negócios deste pregão.

— Não vejo nenhuma correlação. O mercado já estava se enfraquecendo. Os investidores estão mais apegados à conjuntura global. É isso que está ditando o movimento dos últimos dias — disse.

Se recuperando parcialmente das fortes perdas do pregão anterior (o Ibovespa recuou 3,01% na terça-feira), a alta na Bolsa é sustentada pelo desempenho das ações da Vale e da Petrobras. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da mineradora sobem 2,67%, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) avançam 2,39%.

Os papéis da estatal também operam com valorização significativa. Os PNs sobem 0,84% e os ordinários registram alta de 1,14%, apesar do recuo do petróleo no mercado internacional - o barril do tipo Brent cai 2,02%, a US$ 46,15.

No exterior, os indicadores do mercado americano operam em alta. Dow Jones sobe 0,22% e o S&P 500 tem variação positiva de 0,43%. Na Europa, o DAX, de Frankfurt, fechou perto da estabilidade, com pequena variação negativa de 0,08%, e o CAC 40, de Paris, recuou 0,39%. Jà o FTSE 100, de Londres, teve leve alta de 0,12%.

Fonte: O Globo

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