News - Briefing de Mercado

Com mau humor externo, Bovespa perde 1,61%; dólar vale R$ 3,232
03/11/2016

03 de Novembro de 2016 09h21
Juliana Garçom

Valor de mercado de empresas da Bovespa chega a R$ 2,5 tri, perto da máxima histórica.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue o mercado externo, com ânimos abalados pela tensão da corrida eleitoral americana, e opera em queda de 1,61%, a 62.312 pontos. Ainda assim, com a alta acumulada de 48% neste ano, o valor de mercado as ações negociadas na Bovespa está perto da máxima histórica. O dólar comercial opera com oscilação negativa de 0,24%, a R$ 3,232.

— Desde terça-feira, as pesquisas eleitorais vem afetando muito os mercados. Lá fora, entraram num humor — diz Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos. negativa e a Bovespa acompanhou. — Além disso, intensificaram-se as realizações de lucros, com investidores embolsando os ganhos das últimas sessões.

Nos Estados Unidos, os índices vem oscilando de direção neste pregão, com investidores atentos na expectativa da divulgação de dados de emprego no país, que podem afetar a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em sua próxima reunião. No encontro encerrado ontem, o Fed manteve as taxas de juros inalteradas, entre 0,25% e 0,5%.

O S&P perde 0,29%, no oitavo dia de queda — mais longo período de desvalorização desde 2008 —, puxado pelo Facebook, que afundou 5,4%. Dow Jones registra leve oscilação negativa, de 0,05%. Na Europa, o

FTSE 100, principal índice do mercado londrino, recua 0,8%. Enquanto isso, o DAX, de Frankfurt, perde 0,43% e o CAC 40, de Paris, opera estável. Na Ásia, o Nikkei, de Tóquio, fechou em queda de 1,76% e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,56%.

O petróleo também tem queda, com o crescente ceticismo em relação a um entendimento entre os grandes exportadores para congelar a produção. O Brent perde 1,39%, a US$ 46,21, após recuar 3% ontem.

Com o petróleo em queda Petrobras cai 3,55% no papel PN (preferencial, sem direito a voto), a R$ 16,25, e 3,12%, a R$ 17,37, no ON (ordinário, com direito a voto). Ontem, com o mercado e ações fechado no Brasil devido ao feriado de Finados, as ADRs (recibos de ações brasileiras negociadas no exterior) da petroleira e de outras companhias foram arrastadas pela desvalorização das bolsas americanas. Os papéis sofreram recuo de 3,25% em Nova York.

De volta à Bovespa, o setor bancário tem perdas. Banco do Brasil registra queda de 3%. Ontem, o papel perdeu 2,32% nos EUA. Bradesco, que ontem teve queda de 1% nos EUA, hoje perde 1,84% na Bovespa. Itaú opera em queda de 0,75%, após desvalorização de 1,39% das ADRs.

As ações da Vale, em dia de volatilidade, declinam: o papel ON cai 1,21%, enquanto o PN cai 0,72%. Em Nova York, a ação perdeu 2,61% ontem. O minério de ferro subiu 0,23% na China e acumula ganho de 2,35% nos últimos cinco dias.

Natura despenca 5,21%, em dia de divulgação da concorrente Avon, cuja receita no Brasil cresceu 14% no terceiro trimestre ante igual período de 2015, ou 6% quando ajustado pela inflação e pelo câmbio. Na semana passada, a brasileira Natura informou queda de 7,1% na receita líquida de suas operações no Brasil, com contração de sua base de consultoras. Analistas da UBS dizem que a Natura precisar acelerar — ou reconfigurar — sua estratégia de revitalização das vendas diretas para "pelo menos conter perdas para Avon e O Boticário".

CÂMBIO

No mercado internacional, o dólar opera perto da estabilidade, com recuo de 0,24%. Ontem, após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manter estáveis as taxas de juro de referência no país, a moeda americana caiu para o menor patamar em três semanas contra ao euro, o ien, o franco suíço e a libra esterlina. A moeda americana se desvalorizou em 0,35%, conforme o Dollar Index Spot, elaborado pela Bloomberg News.

No Brasil, a divisa alterna hoje leves altas e baixas, de olho nos movimentos globais, e com investidores apreensivos com a eleição presidencial nos Estados Unidos, marcada para a próxima semana. A ascensão de Donald Trump nas pesquisas mexeu com os ânimos dos mercados na terceira-feira, primeira dia em que o republicano apareceu à frente da democrata Hillary Clinton.

— Até a eleição americana ainda trará muita volatilidade aos mercados — diz Zeno, da AZ Investimentos.

O Banco Central brasileiro vendeu nesta manhã o lote integral de cinco mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

A libra esterlina, por sua vez, opera com valorização devido à decisão da Alta Corte Britânica sobre a retirada do Reino Unido da União Europeia: o Parlamento precisa aprovar o Brexit, proferiu a corte nesta quinta-feira.

VALOR DE MERCADO DA BOVESPA CHEGA A R$ 2,5 TRI

Levantamento da Economatica mostra que o valor de mercado das ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ultrapassou R$ 2,5 trilhões e está perto de atingir a máxima histórica. O estudo considera o período de dezembro de 2002 até o dia 31 de outubro de 2016 e o preço de cada tipo de ação vezes a quantidade de ações, exceto as que a companhia mantém em tesouraria.

Conforme a consultoria, o maior valor atingido pela bolsa brasileira aconteceu no dia 3 de setembro de 2014, quando as empresas listadas na Bovespa naquela época somavam R$ 2,61 trilhões. Desde então, houve acentuada queda: a menor cifra foi atingida em 26 de janeiro de 2016 com R$ 1,64 trilhões. Mas, com a valorização acumulada neste ano, de 48%, a soma do valor das empresas listadas galgou a R$ 2,54 trilhões, que é o nono maior valor de mercado já atingido pelas companhias com ações negociadas na Bovespa. A cifra está a R$ 68,9 bilhões do maior valor já atingido.

Fonte: O Globo

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