News - Briefing de Mercado

Dólar sobe 0,9% e vale R$ 3,15, seguindo exterior; Bolsa apaga queda
25/04/2017

25 de Abril de 2017 10h29
Rennan Setti

Após otimismo com eleição na França, mercado foca em plano tributário de Trump.

O dólar comercial opera em alta contra o real nesta terça-feira, acompanhando o desempenho da moeda americana no exterior. A divisa sobe 0,92%, cotada a R$ 3,156 para venda. Os investidores operam com cautela, à espera do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, sobre seu plano de reduzir a carga tributária para famílias e empresas (nesse caso, reduzindo o nível para 15%). Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa caía pela manhã mas passou a registrar leve alta após Wall Street abrir com mais um pregão de forte valorização. O índice agora sobe 0,15%, aos 64.488 pontos. Mesmo assim, a timidez do mercado local está descolada do otimismo dos mercados acionários externos, que dão sequência à alta registrada na véspera após o candidato centrista à presidência francesa, Emmanuel Macron, ter encerrado o primeiro turno na liderança.

Na segunda-feira, com o menor risco do avanço da extrema direita na França, os mercados do mundo todo operaram com altos ganhos. No Brasil, o índice Ibovespa fechou em alta de 0,98%, aos 64.389 pontos, e o dólar comercial registrou desvalorização de 1,01% ante o real, cotado a R$ 3,127.

Hoje, na agenda doméstica está a votação em comissão especial do projeto de reforma trabalhista, que tramita em regime de urgência. Amanhã, o texto será apreciado no plenário da Câmara. As incertezas sobre sua aprovação cresceram depois de ontem, quando, por 20 votos a 7, a Executiva Nacional do PSB ratificou posição do partido contra a reforma. A legenda também pode fechar questão contra as reformas da previdência e política. Ainda não há um posicionamento sobre um possível rompimento do PSB com o governo.

— Esse imbróglio das negociações das reforma atrapalham. Como o governo está com uma base muito enfraquecida, essa volatilidade deve continuar. Não dá para ter uma expectativa muito melhor sobre o que já está hoje no preço, e ainda tem as consequências da Lava-Jato. A verdade é que a Bolsa está “encaixotada”, andando “de lado” nesse patamar de 63 mil, 64 mil pontos. Não há à vista nenhum gatilho que o faça se distanciar desse nível — disse Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

WALL STREET OPERANDO NAS MÁXIMAS

Na Europa, as Bolsas seguem em alta após a euforia da véspera com o resultado do primeiro turno francês. O índice de referência em Paris, o CAC 40, sobe 0,43%, após disparar 4,14% na véspera, seu maior salto desde agosto de 2015. O índice do continente, Euro Stoxx 50, avança 0,41%, enquanto a Bolsa de Londres sobe 0,3%, e Frankfurt, 0,17%.

Em Wall Street, o índice Dow Jones opera próximo ao seu recorde histórico, subindo 1,1% impulsionado pelos bons resultados trimestrais divulgados pela firma de máquinas e equipamentos Caterpillar e pela rede de restaurantes fast-food McDonald’s. O S&P 500 avança 0,57%, e a Nasdaq, 0,53%.

Na B3 (antiga Bovespa), a Vale sobe 0,87% (ON, a R$ 27,69) e 0,79% (PNA, R$ 26,51), a despeito da queda de 0,69% do minério de ferro no mercado chinês, a US$ 66,07. A Petrobras avança 0,62% nas ações ON, a R$ 14,48, mas cai 0,35% nas preferenciais (R$ 13,98). Entre os bancos, o desempenho é negativo, com o Banco do Brasil recuando 0,52% (R$ 32,13), o Bradesco caindo 0,12% (R$ 31,67), e o Itaú Unibanco, 0,18% (R$ 38,40).

 

Fonte: O Globo

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